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Alexandre de Moraes Arquiva Caso do Jatinho das Bets com Hugo Motta e Ciro Nogueira

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Alexandre de Moraes decidiu arquivar a investigação contra o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e os deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões no caso do jatinho ligado a um empresário das bets. A decisão seguiu manifestação da Procuradoria-Geral da República, que apontou falta de elementos mínimos contra os parlamentares.

O caso ganhou apelido de “Aeropizza” nas redes e envolve um voo privado que voltou de São Martinho, no Caribe. No retorno ao Brasil, cinco volumes teriam passado fora do raio-X no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque, interior de São Paulo.

Alexandre de Moraes encerra parte política do caso

Alexandre de Moraes afirmou que a presença dos parlamentares no voo não indicava participação em crime. Segundo a decisão citada pela Folha, o ministro não viu “indícios mínimos” de ilícito criminal contra os congressistas.

No entanto, o caso não acabou por completo. Moraes enviou a parte envolvendo pessoas sem foro privilegiado para a 1ª Vara Federal de Sorocaba, em São Paulo.

Portanto, a investigação segue em outro caminho. A diferença é que Hugo Motta, Ciro Nogueira, Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões saem do radar do STF nesse episódio.

Alexandre de Moraes atende pedido da PGR

A Procuradoria-Geral da República defendeu o encerramento da apuração contra os parlamentares. Para a PGR, a simples presença no avião não sustentava a continuidade da investigação criminal.

Além disso, Moraes destacou que os quatro congressistas cumpriram os protocolos de fiscalização. Segundo o SBT News, eles passaram pelo raio-X e pela inspeção regular de bagagens.

Por outro lado, o episódio continua politicamente indigesto. Afinal, o voo envolvia um empresário do setor de apostas, justamente um mercado que virou alvo de investigação e debate no Congresso.

Jatinho das bets tinha empresário ligado à CPI

O jatinho pertencia ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG. Ele atua no setor de apostas online e foi alvo da CPI das Bets.

O detalhe chama atenção porque Ciro Nogueira era suplente na comissão. Além disso, o SBT informou que o senador já havia viajado em outras ocasiões no jato particular do empresário.

Em contraste com a versão mais confortável de Brasília, o cidadão comum olha para esse tipo de proximidade e pergunta: por que políticos tão influentes viajam em avião de empresário investigado por CPI?

Malas passaram fora do raio-X, segundo relatório

Segundo o relatório da Polícia Federal citado pelas reportagens, o auditor fiscal Marco Antônio Canella permitiu que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior passasse com volumes por fora do raio-X. O episódio ocorreu por volta das 21h de 20 de abril de 2025.

As imagens analisadas pela PF mostraram malas e sacolas passando pela lateral da esteira e do detector de metais. No entanto, as autoridades não apontaram que esses volumes pertenciam aos parlamentares.

Motta afirmou que cumpriu os protocolos legais no desembarque. Já Fernandin OIG disse que os itens pertenciam ao comandante do voo e que o desembarque seguiu o processo normal.

Caso expõe o velho desconforto entre poder e fiscalização

A decisão pode até encerrar a frente contra os parlamentares no Supremo. Entretanto, ela não apaga a pergunta política que fica no ar.

Por que líderes do Congresso estavam em um voo privado de empresário ligado ao setor de bets? Além do mais, por que bagagens passaram fora da fiscalização em um aeroporto executivo?

A resposta jurídica, por enquanto, favorece os parlamentares. A resposta política, porém, continua desconfortável.

O STF entendeu que não havia base mínima para manter Hugo Motta, Ciro Nogueira, Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões sob investigação. Consequentemente, a investigação desceu para a primeira instância apenas contra os demais envolvidos.

Em conclusão, o caso do jatinho das bets mostra, mais uma vez, como Brasília produz cenas difíceis de explicar ao brasileiro comum. No papel, faltaram provas contra os políticos. Na imagem pública, sobram perguntas.

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