Direito
Gilmar perde no STF e advogado do Banco Master segue preso
O Banco Master voltou ao centro da crise política e judicial depois que a 2ª Turma do STF decidiu manter a prisão preventiva do advogado Daniel Monteiro, ligado ao caso Master. O ministro Gilmar Mendes tentou trocar a prisão por medidas cautelares, mas acabou vencido no julgamento.
A decisão teve placar de 3 a 1 no plenário virtual. Portanto, a maioria da Turma manteve a linha adotada pelo ministro André Mendonça, relator do caso.
Banco Master: Gilmar Mendes queria soltar advogado investigado
Gilmar Mendes votou para substituir a prisão preventiva de Daniel Monteiro por medidas alternativas. Entre elas, estavam tornozeleira eletrônica, suspensão do exercício da advocacia e proibição de mudança de residência.
No entanto, a maioria dos ministros não acompanhou o decano. A prisão de Monteiro segue mantida, apesar da tentativa de flexibilização.
A decisão mostra que, ao menos nesse ponto, nem mesmo Gilmar conseguiu convencer a 2ª Turma. Em contraste, o caso continua pesado demais para uma simples troca por cautelares.
STF mantém prisão no caso Banco Master por 3 votos a 1
A prisão de Daniel Monteiro foi autorizada por André Mendonça. Segundo a Polícia Federal, o advogado teria negociado R$ 146 milhões em propina com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Além disso, desse valor, R$ 74 milhões teriam sido efetivamente transferidos.
Portanto, a suspeita envolve cifras milionárias e aumenta a gravidade do caso. No entanto, como ainda se trata de uma investigação, os envolvidos não foram condenados por esses fatos.
Além disso, a PF aponta Monteiro como peça importante na estrutura investigada. A acusação trata de supostos pagamentos, ocultação de bens e movimentações ligadas ao escândalo do Master.
É importante lembrar: os investigados ainda não foram condenados nesses pontos. Entretanto, o STF considerou que havia elementos suficientes para manter as prisões preventivas.
Ex-presidente do BRB também continua preso
O julgamento também tratou da prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Nesse ponto, os ministros decidiram por unanimidade manter a prisão preventiva dele.
André Mendonça votou pela manutenção da prisão. Depois, Luiz Fux, Nunes Marques e o próprio Gilmar Mendes acompanharam o relator.
Ou seja, Gilmar tentou aliviar a situação do advogado Daniel Monteiro, mas não fez o mesmo com Paulo Henrique Costa. Por outro lado, a Turma fechou posição contra a soltura do ex-chefe do BRB.
Banco Master e BRB: imóveis de luxo entram no radar da PF
A Polícia Federal identificou seis imóveis de luxo que os investigados teriam usado como forma de pagamento de propina. Segundo a investigação, os investigadores atribuíram todos eles a Paulo Henrique Costa.
A lista inclui Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês. Portanto, não estamos falando de pequenos favores ou de uma conversa de bastidor qualquer.
O caso envolve cifras milionárias, imóveis de alto padrão e suspeitas graves dentro do sistema financeiro. Além do mais, a investigação mira uma relação explosiva entre Banco Master, BRB e agentes públicos.
Banco Master: pagamentos teriam parado após investigação do MPF
As apurações indicam que Daniel Vorcaro teria interrompido os pagamentos depois de saber sobre uma investigação do Ministério Público Federal. Além disso, o procedimento começou em abril de 2025 para apurar suposta propina a Paulo Henrique Costa.
Segundo Mendonça, os elementos reunidos até agora apontam alta probabilidade de que Vorcaro tenha tido ciência do procedimento antes de receber cópias formais. Consequentemente, essa informação pesou na análise sobre o risco à investigação.
A PF afirma que Vorcaro mandou Daniel Monteiro “travar tudo”. Na prática, a ordem teria interrompido os pagamentos e a formalização das transações. Portanto, esse ponto reforçou a preocupação dos investigadores com possíveis interferências no caso.
Operação Compliance Zero aumenta pressão sobre o caso Master
As prisões de Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro foram decretadas em 16 de abril de 2026, durante a Operação Compliance Zero. A ofensiva apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.
No plenário virtual, Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso. O julgamento começou em 22 de abril, e o prazo formal para votos terminaria em 28 de abril.
Em conclusão, o caso Banco Master segue como mais um retrato incômodo do Brasil real. Enquanto o cidadão comum enfrenta burocracia até para provar que está vivo, figuras poderosas aparecem em investigações com milhões, imóveis de luxo e decisões urgentes no STF.
A pergunta que fica é simples: quando o sistema financeiro se mistura com política, cargos públicos e influência judicial, quem paga a conta no final?