Brasil
Bolsa de Valores cai após Flávio Bolsonaro perder vantagem sobre Lula em pesquisa Quaest; dólar sobe
O mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela nesta quarta-feira (21), depois que uma nova pesquisa eleitoral mostrou a redução da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Bolsa de Valores brasileira, representada pelo Ibovespa, inverteu sua trajetória e passou a registrar queda. Além disso, o dólar apresentou valorização diante do real, em meio às incertezas sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A mudança ocorreu praticamente no mesmo horário em que o instituto Quaest divulgou os novos números da disputa presidencial. O levantamento apontou Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Entretanto, a diferença de apenas um ponto percentual representa empate técnico dentro da margem de erro.
O movimento chamou a atenção dos investidores porque ocorreu depois de uma sessão de forte valorização da Bolsa brasileira. Na terça-feira (20), o Ibovespa havia alcançado seu segundo maior fechamento da história.
Bolsa de Valores muda de direção após pesquisa Quaest sobre Flávio Bolsonaro e Lula
A divulgação da pesquisa Quaest provocou uma mudança no comportamento do Ibovespa durante a manhã desta quarta-feira.
Por volta das 10h15, quando os resultados eleitorais chegaram ao mercado, o principal índice da Bolsa brasileira registrava 208.903,86 pontos.
Entretanto, apenas sete minutos depois, às 10h22, o indicador havia recuado para 208.009,98 pontos.
A queda rápida coincidiu com a divulgação do levantamento que mostrou uma redução da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro sobre Lula.
Às 11h05, o Ibovespa registrava baixa de 0,13%, aos 208.034,46 pontos. Além disso, o índice permanecia próximo da estabilidade, apesar da mudança de direção.
Durante o pregão, a Bolsa brasileira chegou à máxima de 209.244,70 pontos. Por outro lado, a mínima registrada até aquele momento foi de 207.671,48 pontos.
A reação dos investidores mostra como as expectativas eleitorais passaram a integrar as decisões do mercado financeiro. Contudo, a coincidência entre os horários não comprova, isoladamente, que a pesquisa tenha sido a única responsável pela queda.
Ibovespa havia registrado forte valorização antes da nova pesquisa eleitoral
O desempenho negativo desta quarta-feira contrasta com o resultado positivo da sessão anterior.
Na terça-feira (20), o Ibovespa encerrou o pregão com valorização de 1,57%, atingindo 208.295,98 pontos.
O resultado representou o segundo maior fechamento da história da Bolsa de Valores brasileira.
Além disso, o índice acumulava uma valorização de 11,78% durante outubro. Considerando o desempenho desde janeiro, os ganhos chegavam a 29,28%.
Os números mostram que o mercado acionário brasileiro atravessava um período de forte valorização.
Entretanto, a proximidade do segundo turno presidencial acrescenta um fator de incerteza às decisões dos investidores.
Cotação do dólar sobe com mercado financeiro atento às eleições de 2026
O mercado de câmbio também apresentou oscilações depois da divulgação dos números eleitorais.
Na manhã desta quarta-feira, o dólar comercial registrou uma leve valorização diante da moeda brasileira.
Às 11h13, a moeda norte-americana avançava 0,14%, com cotação de R$ 5,026.
Além disso, a cotação máxima registrada durante o dia chegou a R$ 5,034. Na mínima, o dólar havia alcançado R$ 5,012.
Apesar da valorização, o movimento ainda representava uma oscilação relativamente pequena.
No pregão anterior, o dólar havia encerrado as negociações com queda de 0,58%, cotado a R$ 5,018.
Consequentemente, a moeda norte-americana acumulava uma desvalorização de 3,01% durante outubro. No acumulado de 2026, a queda diante do real chegava a 8,56%.
Dólar e investimentos refletem expectativas sobre o próximo governo
O comportamento do dólar costuma refletir diferentes fatores econômicos, incluindo juros, inflação, política fiscal e perspectivas internacionais.
Entretanto, em períodos eleitorais, as propostas econômicas dos candidatos também entram no cálculo dos investidores.
O mercado acompanha especialmente as possíveis mudanças na condução das contas públicas e na política econômica brasileira.
Além disso, investidores observam os posicionamentos dos candidatos sobre tributação, gastos públicos e ambiente de negócios.
Nesse cenário, as pesquisas eleitorais ajudam a orientar expectativas sobre os possíveis rumos da economia.
A reação do mercado financeiro, portanto, não depende exclusivamente das intenções de voto, mas também da interpretação dos agentes econômicos sobre os cenários políticos.
Pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44%
A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21), mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula na disputa presidencial.
O candidato do Partido Liberal apareceu com 45% das intenções de voto. O presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, registrou 44%.
Os percentuais consideram o total de entrevistados, incluindo votos brancos e nulos.
Entretanto, a margem de erro de dois pontos percentuais indica um empate técnico entre os candidatos.
Flávio Bolsonaro pode apresentar percentuais entre 43% e 47%. Por outro lado, Lula pode variar entre 42% e 46%.
Na pesquisa anterior, divulgada na semana passada, o candidato do PL registrava 46% das intenções de voto.
Na ocasião, Lula aparecia com os mesmos 44% registrados no levantamento mais recente.
Portanto, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto o presidente petista manteve seu índice.
A diferença numérica entre os candidatos passou de dois para um ponto percentual.
Flávio Bolsonaro mantém liderança numérica apesar da oscilação
Mesmo com a redução da vantagem, Flávio Bolsonaro permanece numericamente à frente do presidente Lula no levantamento da Quaest.
A disputa, entretanto, continua tecnicamente empatada, considerando a margem de erro da pesquisa.
A proximidade entre os candidatos reforça a importância das próximas movimentações de campanha.
Além disso, o resultado mostra que pequenas oscilações nas pesquisas podem alterar as expectativas sobre o resultado eleitoral.
A poucos dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, investidores acompanham atentamente os novos levantamentos.
O cenário mantém a disputa presidencial aberta, sem que a diferença apresentada permita afirmar uma liderança estatisticamente consolidada.
Governo Lula registra 47% de desaprovação, segundo pesquisa Quaest
Além das intenções de voto, a pesquisa Quaest também avaliou a percepção dos brasileiros sobre o terceiro mandato do presidente Lula.
O levantamento apontou que 47% dos entrevistados desaprovam o governo federal. Outros 46% afirmaram aprovar a atual administração.
Na rodada anterior, a desaprovação alcançava 48%, enquanto a aprovação registrava 45%.
Portanto, a desaprovação oscilou um ponto percentual para baixo. A aprovação, por sua vez, apresentou oscilação positiva de um ponto.
Os resultados mostram uma divisão nas opiniões dos brasileiros sobre o desempenho do governo petista.
Avaliação negativa do governo Lula supera avaliação positiva
A Quaest também perguntou aos entrevistados como classificam a atual administração federal.
Segundo o levantamento, 38% dos brasileiros consideram o governo Lula negativo.
Outros 34% avaliam a gestão como positiva, enquanto 26% classificam o desempenho presidencial como regular.
Na comparação com a pesquisa anterior, a avaliação negativa passou de 40% para 38%.
Entretanto, a avaliação positiva permaneceu em 34%, sem apresentar alteração.
Os números indicam que a avaliação negativa continua numericamente acima da positiva.
Além disso, os resultados ajudam a contextualizar o ambiente político enfrentado pelo presidente durante a disputa pela reeleição.
Mercado financeiro monitora juros, inflação e política fiscal do Brasil
A estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, avaliou que o Ibovespa começou a sessão desta quarta-feira em um ambiente de cautela.
Segundo a especialista, os investidores aguardavam os novos dados eleitorais e indicadores econômicos importantes.
Além disso, o mercado procurava definir uma direção depois das valorizações registradas no início da semana.
A analista destacou que a situação fiscal brasileira permanece entre as principais preocupações dos agentes financeiros.
O comportamento dos juros e as decisões do Banco Central também influenciam as expectativas dos investidores.
Petrobras, Vale e preços internacionais influenciam o Ibovespa
Além do cenário eleitoral, o desempenho das grandes empresas brasileiras exerce influência sobre o índice da Bolsa.
Entre elas estão Petrobras e Vale, duas companhias com participação relevante no Ibovespa.
As oscilações nos preços internacionais do petróleo e do minério de ferro afetam diretamente as expectativas sobre essas empresas.
Segundo Rebecca Nossig, a estabilização dessas commodities ajudou a reduzir movimentos mais bruscos no início das negociações.
Entretanto, o mercado continuou acompanhando os acontecimentos políticos e econômicos ao longo da manhã.
A especialista também destacou a importância dos sinais do Banco Central sobre inflação e juros.
Eleições presidenciais de 2026 aumentam atenção dos investidores
A proximidade do segundo turno presidencial transformou as pesquisas eleitorais em um dos principais indicadores acompanhados pelo mercado financeiro.
A redução da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro sobre Lula coincidiu com a mudança de direção do Ibovespa nesta quarta-feira.
Além disso, o dólar apresentou uma leve valorização, depois de registrar queda no pregão anterior.
O comportamento dos ativos demonstra a sensibilidade do mercado diante das incertezas eleitorais, embora outros fatores econômicos também influenciem os preços.
Para os investidores, o resultado das urnas poderá definir prioridades importantes para a política fiscal, a inflação e a condução da economia brasileira nos próximos anos.
Flávio Bolsonaro segue numericamente à frente de Lula na pesquisa Quaest, mas os dois candidatos permanecem tecnicamente empatados.
Portanto, os próximos dias devem manter a atenção do mercado financeiro voltada tanto às eleições quanto aos indicadores econômicos.
Os números apresentados nesta reportagem representam o cenário registrado durante a manhã de 21 de outubro de 2026, e não o fechamento definitivo do pregão.