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JUSTIÇA

Cirurgia de Bolsonaro é autorizada por Moraes após parecer favorável da PGR

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A cirurgia de Bolsonaro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, poderá dar entrada na internação a partir desta sexta-feira, 1º de maio, para realizar um procedimento no ombro direito.

Bolsonaro está em prisão domiciliar. No entanto, Moraes concordou com o pedido da defesa para permitir a saída do ex-presidente até o hospital, desde que as medidas cautelares continuem preservadas.

A decisão envolve um problema médico apontado por exames e relatórios apresentados ao STF. Além disso, a defesa alegou que Bolsonaro sofre com dores persistentes, limitação de movimentos e perda de força no ombro direito.

Cirurgia de Bolsonaro no ombro teve aval da PGR

A cirurgia de Bolsonaro recebeu parecer favorável de Paulo Gonet antes da autorização de Moraes. O procurador-geral afirmou que não via obstáculo ao pedido, sem prejuízo das cautelas consideradas necessárias.

Portanto, o STF permitiu que o ex-presidente deixe a prisão domiciliar temporariamente para cuidar da saúde. A autorização mira o procedimento de reparação do manguito rotador e de lesões associadas no ombro direito.

Segundo o Poder360, Bolsonaro deverá se internar no Hospital DF Star, em Brasília. Por outro lado, a decisão não significa relaxamento amplo das restrições impostas ao ex-presidente.

Defesa alegou dores persistentes e limitação de movimentos

A defesa apresentou laudo médico e relatório fisioterapêutico ao Supremo. De acordo com o pedido, Bolsonaro sente dores persistentes, mesmo com uso contínuo de analgésicos.

Além disso, os advogados afirmaram que as dores pioram durante a noite. Os exames também apontaram lesões de alto grau no manguito rotador e outros comprometimentos associados.

O pedido sustenta que a cirurgia não representa mera conveniência pessoal. Entretanto, os defensores dizem que o procedimento atende a uma necessidade terapêutica concreta, baseada em avaliação técnica especializada.

Cirurgia de Bolsonaro será por técnica artroscópica

A cirurgia de Bolsonaro deverá ocorrer por via artroscópica. Essa técnica usa câmera e permite acesso menos invasivo à região lesionada.

Segundo a defesa, o objetivo é reparar o manguito rotador do ombro direito e tratar as lesões associadas. Consequentemente, o procedimento busca reduzir dor, recuperar movimento e preservar a funcionalidade do membro afetado.

O relatório fisioterapêutico citado pela reportagem também aponta limitação de movimento. Bolsonaro teria elevação do braço restrita a 90 graus, perda de força e assimetria postural no ombro direito.

Prisão domiciliar segue com restrições impostas por Moraes

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março, após alta hospitalar. Segundo o Metrópoles, ele segue em casa sob regras determinadas por Moraes durante um período inicial de 90 dias.

Entre as restrições, aparecem a proibição de usar celular e limites para receber visitas. Além do mais, a reportagem afirma que moram atualmente com Bolsonaro a esposa, Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura, e a enteada, Letícia Firmino.

Em contraste com o tratamento dado a outros personagens da política brasileira, cada movimentação de Bolsonaro depende de autorização judicial. Para seus apoiadores, isso mostra o tamanho do cerco jurídico contra o principal nome da direita no país.

Caso reacende debate sobre saúde, prisão e tratamento judicial

O caso mistura saúde, Justiça e política. É evidente que medidas cautelares precisam seguir decisão judicial. Entretanto, o direito ao tratamento médico não pode virar disputa ideológica.

A defesa argumentou que manter o quadro clínico atual restringe o direito fundamental à saúde e o acesso ao tratamento indicado. Portanto, Moraes aceitou a saída temporária para o hospital, mas manteve as cautelares.

A decisão ocorre enquanto Bolsonaro enfrenta restrições severas em prisão domiciliar. Além disso, o ex-presidente já havia passado por problemas de saúde recentes, incluindo internação anterior em Brasília.

Moraes autoriza procedimento, mas mantém controle sobre Bolsonaro

A autorização para a cirurgia de Bolsonaro não encerra a tensão em torno do caso. Pelo contrário, mostra que até uma questão médica do ex-presidente passa pelo crivo do Supremo.

Por outro lado, o parecer favorável da PGR reduziu o espaço para nova negativa. Com exames, laudos e indicação médica, o pedido ganhou força jurídica e técnica.

Em conclusão, Bolsonaro poderá se internar para tratar a lesão no ombro direito. A cirurgia foi liberada, mas o ambiente político continua carregado, porque cada decisão envolvendo o ex-presidente vira imediatamente um novo capítulo da disputa entre Judiciário, oposição e governo.

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