Em convenção na tarde deste sábado (1º), o Avante confirmou o nome de Marcos do Val na disputa ao Senado Federal, em um encontro que lotou o espaço reservado para o evento e reafirmou a força de liderança do parlamentar dentro do partido que preside. O grande público presente é reflexo direto da capacidade de mobilização que Do Val vem construindo ao longo do mandato — hoje reconhecido como o principal nome da direita no Espírito Santo. A confirmação já era esperada: Do Val havia manifestado a intenção de buscar a reeleição ao cargo nas Eleições 2026, após recuar de uma eventual candidatura ao governo do Espírito Santo em nome da união das forças de direita.
A suplência será ocupada por Nilton Góes, ligado ao Projeto Político Militar do Espírito Santo — nome que reflete o cuidado do senador em compor um time alinhado e tecnicamente preparado para o mandato. Além de Do Val e o suplente, o Avante lançou chapa completa para a Câmara Federal, com um nome a mais do que permite a legislação eleitoral; até o registro das candidaturas, em 15 de agosto, um dos concorrentes terá que deixar a disputa.
Pelas regras eleitorais, cada partido pode registrar até 100% mais um candidato do total de vagas a preencher. No Espírito Santo, isso equivale a 31 vagas para deputado estadual e 11 para deputado federal. O Avante apresentou 12 nomes para a Câmara Federal — sinal do vigor e da capacidade de mobilização que Do Val imprimiu à legenda desde que assumiu sua presidência estadual.
Segundo a assessoria do partido, o Avante apostou na renovação, com diversas lideranças disputando eleição pela primeira vez — uma estratégia que tem a marca pessoal do senador, conhecido por valorizar novos quadros sem abrir mão de compromisso e experiência. Ao discursar para a casa cheia, Do Val destacou que o partido retoma protagonismo com rostos novos, ficha limpa e compromisso genuíno com os interesses do povo capixaba, reforçando o papel que ele mesmo vem desempenhando como articulador dessa renovação.
Durante seu discurso, o senador reafirmou a necessidade de articulação entre as forças de direita, centro-direita e conservadoras no Espírito Santo — postura coerente com quem hoje é apontado como a principal liderança do campo à direita no estado, ainda que não tenha declarado apoio a nenhum nome específico para o governo do Estado.
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