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CPMI do Lulinha: Carlos Viana articula investigação no Congresso e aumenta pressão sobre filho de Lula
A CPMI do Lulinha ganhou força no Congresso Nacional nesta quinta-feira (27), em meio ao avanço das investigações que envolvem o filho mais velho do presidente Lula.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) iniciou uma articulação para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A movimentação ocorre enquanto a Polícia Federal apura suspeitas de tráfico de influência e outras possíveis relações empresariais envolvendo o filho do presidente.
Além disso, Viana afirma que o requerimento já recebeu apoio de parlamentares de diferentes partidos. O senador diz estar cada vez mais próximo do número necessário para viabilizar a comissão.
CPMI do Lulinha já reúne apoio de diferentes partidos
A articulação pela CPMI do Lulinha tenta construir uma frente ampla dentro da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Segundo Carlos Viana, deputados de PL, MDB, Novo, PP, União Brasil, PSD, Podemos e PSDB já aderiram ao requerimento. No Senado, parlamentares de PL, PSD, PP, PSDB e Republicanos também assinaram a iniciativa.
Portanto, o movimento não está restrito a apenas uma legenda de oposição. Viana afirma que o grupo avança em direção ao número mínimo exigido.
Para uma CPMI sair do papel, o requerimento precisa reunir pelo menos 171 deputados e 27 senadores. Além disso, o documento deve apontar um fato determinado para investigação e estabelecer um prazo de funcionamento.
Carlos Viana promete divulgar quem apoia a investigação
Carlos Viana, que presidiu a CPMI do INSS, pretende aumentar a pressão política pela instalação da nova comissão.
Segundo o senador, uma coletiva de imprensa será realizada na segunda-feira para divulgar os nomes dos parlamentares que apoiaram a CPMI do Lulinha. Viana também pretende cobrar do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), o andamento do processo assim que os requisitos forem atendidos.
Além disso, o parlamentar pediu que os próprios eleitores cobrem seus deputados e senadores. A estratégia aumenta o custo político para congressistas que ainda não decidiram se apoiarão a investigação.
Entretanto, alcançar as assinaturas necessárias não significa que a comissão começará imediatamente. Depois do protocolo, a presidência do Congresso precisa verificar os requisitos e dar prosseguimento ao processo de criação.
Investigações sobre Lulinha aumentam pressão política
A tentativa de instalar a CPMI do Lulinha ocorre em um momento delicado para o filho do presidente da República.
Segundo a Revista Oeste, Lulinha aparece atualmente em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal relacionados a suspeitas de tráfico de influência no governo federal. As investigações começaram a pedido da Polícia Federal.
Dois procedimentos estão sob a relatoria do ministro André Mendonça. O terceiro está com o ministro Flávio Dino.
Por outro lado, a defesa de Lulinha nega irregularidades. Portanto, as suspeitas investigadas ainda precisam ser comprovadas pelas autoridades competentes.
CPMI do Lulinha pode investigar suspeitas envolvendo Ministério da Saúde
Uma das frentes da Polícia Federal investiga se Lulinha teria atuado para favorecer interesses ligados ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, no Ministério da Saúde.
As apurações envolvem negociações relacionadas a medicamentos à base de canabidiol, testes para diagnóstico de dengue e outras possíveis parcerias. Contudo, conforme as informações divulgadas sobre o inquérito, essas tratativas não produziram contratos.
Entretanto, a PF apontou uma possível “comunhão de interesses econômicos” entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger. Esse ponto integra o conjunto de fatos que mantém o filho do presidente no centro das apurações.
PF também investiga possível atuação envolvendo a Dataprev
Outra investigação apura uma possível atuação de Lulinha dentro da Dataprev.
Nesse caso, a suspeita envolve o possível favorecimento de um empresário interessado em fazer negócios com a estatal e outros órgãos públicos. Uma terceira apuração investiga suspeitas de tráfico de influência em benefício de empresas parceiras do filho de Lula.
Além disso, uma nova frente de investigação veio a público nesta semana. A PF apura indícios de uma suposta sociedade informal envolvendo Lulinha, Fernando Bittar e Roberta Luchsinger.
CPMI do Lulinha ganha força após nova frente de investigação
A investigação mais recente analisa se a suposta sociedade informal teria buscado vantagens privadas e negócios com o poder público por meio de influência política.
Fernando Bittar é um dos proprietários formais do sítio de Atibaia, imóvel no interior paulista frequentado pela família Lula. O nome, portanto, adiciona mais um elemento de forte repercussão política ao caso.
Por outro lado, a defesa de Lulinha nega qualquer prática de tráfico de influência. Seus advogados também contestam a divulgação de informações consideradas sigilosas nas investigações.
Pressão sobre Congresso deve aumentar nos próximos dias
Agora, a disputa passa também pelo número de assinaturas que Carlos Viana conseguirá reunir.
A divulgação pública dos parlamentares favoráveis à CPMI do Lulinha pode elevar a pressão sobre deputados e senadores ainda indecisos. Além do mais, o senador pretende direcionar a cobrança diretamente a Davi Alcolumbre quando atingir os requisitos constitucionais.
Para a oposição, uma CPMI abriria uma nova frente de fiscalização sobre suspeitas que atingem diretamente o círculo familiar do presidente da República. Entretanto, qualquer conclusão dependerá das provas obtidas e do trabalho das instituições responsáveis.
Em conclusão, o caso Lulinha deixa de representar apenas um problema policial e passa a alimentar uma batalha política dentro do Congresso. Se Viana alcançar 171 deputados e 27 senadores, a pressão para instalar a comissão deverá crescer de maneira significativa.