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Daniel Vorcaro: PF aponta ligação com jogo do bicho e milícia no Rio em nova fase da Compliance Zero

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Daniel Vorcaro, banqueiro ligado ao Banco Master, voltou ao centro de uma investigação pesada da Polícia Federal. Segundo a PF, a família do empresário teria conexões com o jogo do bicho e a milícia no Rio de Janeiro, em mais um capítulo da Operação Compliance Zero.

A nova fase da operação também mirou Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele foi preso em uma investigação que, aos poucos, joga luz sobre bastidores bem pouco republicanos envolvendo dinheiro, poder e intimidação.

Além disso, a PF afirma que o grupo mantinha capangas no território fluminense. A função, segundo os investigadores, seria praticar “intimidação física” e constrangimento direto contra alvos.

Daniel Vorcaro e a suspeita de elo com milícia privada

A investigação aponta Manoel Mendes Rodrigues como uma peça importante desse tabuleiro. Segundo a PF, ele seria o elo entre Daniel Vorcaro e grupos ligados à contravenção e à milícia no Rio.

Manoel foi descrito como liderança de um braço local do núcleo chamado “A Turma”. Esse grupo, de acordo com a investigação, funcionaria como uma espécie de milícia privada ligada a Vorcaro.

Portanto, a suspeita não trata apenas de conversa ou aproximação casual. A PF fala em estrutura, ordens concretas e atuação territorializada no Rio de Janeiro.

No entanto, é importante destacar que a investigação ainda precisa avançar. Até decisão final da Justiça, os envolvidos seguem no campo das acusações e apurações.

PF cita jogo do bicho, milicianos e policiais

A Polícia Federal afirmou que seria plausível inferir que o braço local era formado por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais. O trecho aparece na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Mendonça autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero. Na decisão, ele destacou a gravidade do papel atribuído a Manoel Mendes Rodrigues.

Além disso, o ministro apontou que Manoel surgiria como ligação entre o comando central da organização e a força local usada para intimidar pessoas. Em bom português, a PF suspeita de um braço operacional de pressão.

Daniel Vorcaro, Banco Master e o caso de Angra dos Reis

O nome de Daniel Vorcaro também aparece ligado a um episódio ocorrido em Angra dos Reis, em junho de 2024. Segundo os investigadores, Manoel Mendes Rodrigues teria se apresentado como amigo de Vorcaro.

Na mesma ocasião, ele teria dito que “mexia com jogo do bicho”. A expressão, nesse contexto, chamou atenção da Polícia Federal e entrou no conjunto de elementos analisados.

Por outro lado, o caso ganha peso justamente por envolver o Banco Master, uma instituição que já aparece em discussões políticas, financeiras e investigativas. Quando banco, política e contravenção entram na mesma frase, o brasileiro comum já sabe que vem coisa grande pela frente.

A PF também atribui a Manoel o papel de “intimidador qualificado”. Segundo a investigação, ele serviria para causar medo, dar credibilidade às ameaças e projetar poder coercitivo no ambiente local.

A Turma teria atuado com ordens do núcleo central

A investigação afirma que o subnúcleo do Rio atuava a partir de ordens concretas do núcleo central. Manoel, segundo a PF, coordenaria ameaças presenciais e ações intimidatórias.

Consequentemente, o caso passa a ter uma dimensão muito maior. Não se trata apenas de suspeita financeira, mas de possível uso de força local para constranger pessoas.

Além do mais, o ministro André Mendonça registrou que Manoel teria disponibilizado mão de obra intimidatória e presença física no Rio. Para a PF, ele servia como instrumento de coerção para a organização criminosa investigada.

Caso Daniel Vorcaro exige investigação profunda

O caso Daniel Vorcaro precisa ser investigado com rigor, sem blindagem e sem espetáculo seletivo. O país não aguenta mais ver gente poderosa passando ilesa enquanto o cidadão comum paga a conta.

Entretanto, a apuração também precisa respeitar o devido processo legal. A direita séria não defende impunidade, mas também não compra condenação por manchete.

Se a PF tem elementos sólidos, que apresente tudo. Se houve relação com milícia, jogo do bicho, intimidação e estrutura criminosa, que a Justiça avance com firmeza.

Em conclusão, a Operação Compliance Zero entra em um terreno explosivo. O caso envolve banqueiro, família poderosa, Banco Master, suspeita de milícia privada e conexão com contravenção no Rio.

Agora, o Brasil precisa acompanhar de perto. Afinal, quando o submundo do crime começa a aparecer perto do alto mercado financeiro, a pergunta óbvia é: até onde essa história realmente chega?

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