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Delação premiada no Banco Master: ex-chefe do BRB quer sair da Papuda e promete colaborar

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A delação premiada no Banco Master entrou de vez no radar da investigação que mira o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A defesa dele informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que o ex-chefe do banco tem interesse em colaborar com as autoridades.

Além disso, os advogados pediram que ele deixe o Complexo Penitenciário da Papuda. A defesa quer transferi-lo para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para facilitar conversas reservadas com a equipe jurídica.

O caso envolve o Banco Master, o BRB, suspeitas de propina milionária e uma investigação que pode ganhar novos capítulos se a colaboração avançar.

Delação premiada no Banco Master pode mudar rumo da investigação

A defesa de Paulo Henrique Costa afirmou que ele “sinalizou interesse” em cooperar com as autoridades. No entanto, os advogados deixaram claro que uma eventual colaboração premiada depende da convergência de alguns fatores.

Os defensores Eugênio Aragão e Davi Tangerino assinam a petição. Eles também pedem que a Procuradoria-Geral da República ouça o ex-presidente do BRB.

Segundo a defesa, Paulo Henrique precisa exercer plenamente o direito à autodefesa. Além disso, os advogados querem garantir sigilo nas conversas entre cliente e defesa técnica.

Essa movimentação mostra uma corrida nos bastidores. Afinal, uma delação premiada costuma valer mais quando o investigado entrega fatos novos, documentos e nomes relevantes.

Ex-presidente do BRB tenta deixar a Papuda

Paulo Henrique Costa está preso preventivamente. Na sexta-feira, 24 de abril, a Segunda Turma do STF manteve a prisão dele por unanimidade.

A defesa, portanto, tenta mudar o local de custódia. O objetivo declarado é facilitar reuniões com os advogados e permitir conversas mais adequadas sobre uma eventual colaboração.

Na semana anterior, Paulo Henrique também trocou sua defesa. Eugênio Aragão e Davi Tangerino assumiram o caso no momento em que o STF confirmou a prisão preventiva.

Por outro lado, a simples sinalização de delação não garante acordo. Ele precisa oferecer informações úteis e inéditas para os investigadores.

Banco Master, BRB e suspeita de propina milionária

A investigação da Polícia Federal apura um suposto esquema bilionário de fraudes envolvendo o Banco Master. A suspeita inclui venda de títulos de crédito sem lastro.

O caso também envolve a relação entre o BRB e o Master. O Conselho de Administração do BRB aprovou a compra de 58% do capital total do Banco Master.

Depois disso, a Justiça barrou a compra. Mais tarde, a decisão caiu. Entretanto, o Banco Central vetou a operação.

A apuração ainda aponta divergências entre Daniel Vorcaro, dono do Master, e Paulo Henrique Costa. Em acareação, eles apresentaram versões diferentes sobre a origem de carteiras vendidas ao BRB.

Delação premiada no Banco Master mira corrida por benefícios

Paulo Henrique Costa quer fechar acordo antes de Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem do Metrópoles, o objetivo seria conseguir mais benefícios caso a colaboração avance.

No entanto, para a delação prosperar, ele precisa levar algo novo. Isso significa entregar informações que ainda não estejam nas mãos dos investigadores.

Além disso, uma colaboração desse tipo costuma exigir a indicação de pessoas acima do colaborador no suposto esquema. Portanto, o caso pode atingir novos nomes se a negociação evoluir.

É exatamente aí que mora o ponto político e institucional mais sensível. Quando um ex-chefe de banco público cogita delação em um caso bilionário, a pergunta inevitável surge: quem mais sabia?

Investigação cita imóveis e supostas vantagens indevidas

Documentos mencionados na investigação apontam a negociação de seis imóveis, avaliados em R$ 146,5 milhões. Segundo a apuração, esses imóveis fariam parte de supostas propinas ao ex-presidente do BRB.

A Polícia Federal também investiga possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A lista inclui gestão fraudulenta ou temerária, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os investigadores suspeitam que Paulo Henrique Costa tenha integrado um esquema para burlar controles internos e regras do BRB. Além do mais, a apuração indica que vantagens indevidas teriam ocorrido por meio de apartamentos e empresas de fachada.

Em conclusão, a eventual delação premiada no Banco Master pode abrir uma nova fase da investigação. Se Paulo Henrique Costa entregar fatos novos, o caso pode deixar de mirar apenas operadores e avançar sobre quem realmente mandava no esquema.

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