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Delação premiada de Vorcaro: aliado de Moraes no TSE se reúne com advogado em hotel de Brasília

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Delação premiada de Vorcaro tem encontro em hotel no radar

A delação premiada de Vorcaro ganhou mais um capítulo daqueles que Brasília adora tratar como “mera coincidência”.

O ministro do TSE Floriano Marques se reuniu na quarta-feira, 6, em um hotel de Brasília, com José Luís Oliveira Lima, advogado de Daniel Vorcaro no inquérito do caso Banco Master. O encontro ocorreu no B Hotel, um dia depois de a defesa concluir os anexos da proposta de colaboração apresentada aos investigadores.

Segundo a Revista Oeste, Floriano e o advogado deixaram o local separadamente e em horários distintos. Portanto, o episódio chamou atenção pelo momento político e jurídico.

Não se trata de afirmar crime ou irregularidade sem prova.

No entanto, quando um ministro do TSE encontra o advogado de um banqueiro que tenta fechar delação, o cidadão tem o direito de querer explicação clara.

Advogado nega conversa sobre delação premiada de Vorcaro

A delação premiada de Vorcaro virou o ponto central da polêmica.

Floriano Marques confirmou ao Estado de S. Paulo que conversou com José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, mas negou ter tratado do conteúdo da colaboração. Segundo o ministro, os dois mantêm relação pessoal há cerca de 20 anos e o encontro teria ocorrido de forma casual no hotel onde ele está hospedado, na região central de Brasília.

Além disso, Floriano disse que foi falar com um amigo de longa data.

Ele também afirmou que Juca comentou ter entregue a proposta de delação no dia anterior.

Entretanto, o ministro declarou que não tinha assunto a tratar sobre o caso Banco Master.

O advogado também minimizou o episódio.

Segundo Juca, o encontro aconteceu depois de ele sair da academia do hotel e durou menos de cinco minutos. Ele disse que seria “leviandade” insinuar que ambos discutiram a delação.

Floriano Marques, TSE e a ponte com Moraes

Floriano Marques integra o Tribunal Superior Eleitoral desde 2023.

A nomeação dele para o TSE ocorreu no governo Lula, após lista encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal ao presidente da República.

A Revista Oeste afirma que a indicação de Floriano ao tribunal teve sugestão direta de Alexandre de Moraes. A reportagem também registra que os dois atuam na Faculdade de Direito da USP.

Além disso, a Faculdade de Direito da USP informou que Floriano foi reconduzido ao cargo de ministro titular do TSE, com mandato de dois anos.

Por outro lado, essa proximidade política e acadêmica aumenta a temperatura do caso.

Afinal, a delação premiada de Vorcaro desperta expectativa justamente por possíveis conexões envolvendo nomes de peso em Brasília.

Anexos da delação premiada de Vorcaro foram entregues à PF e à PGR

A defesa de Daniel Vorcaro entregou a proposta de delação à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Segundo a CNN Brasil, o material foi entregue na terça-feira, 5, por meio de um pen drive. Agora, PF e PGR analisam se o conteúdo traz elementos novos e provas úteis aos inquéritos.

Consequentemente, essa etapa ainda não significa homologação do acordo.

O conteúdo precisa passar por análise antes de qualquer tomada formal de depoimentos.

A CNN também informou que a proposta está dividida em anexos por personagens.

Segundo interlocutores citados pela emissora, Vorcaro narra datas, horários e cidades de encontros, reuniões, festas e viagens com políticos.

Portanto, o caso pode abrir novas frentes de investigação.

E, como sempre, Brasília já começa a fazer as contas antes de o jogo aparecer inteiro para o público.

Caso Banco Master envolve expectativa sobre STF

A Revista Oeste afirma que há expectativa nos bastidores sobre possíveis informações de Vorcaro a respeito de sua relação com integrantes do STF.

A reportagem cita, em especial, Alexandre de Moraes. Também informa que Vorcaro mantinha contato frequente com o ministro e contratou o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Moraes.

Além do mais, a Oeste afirma que o Banco Master pagou cerca de R$ 80 milhões ao escritório ao longo de 22 meses.

A média mensal teria passado de R$ 3,6 milhões.

Segundo a reportagem, dados da Receita Federal indicariam valores muito superiores aos recebidos por outros escritórios que atuaram em causas do banco.

Em contraste com o silêncio confortável de parte da imprensa, esses números exigem explicação pública.

Não basta tratar tudo como coincidência, amizade antiga ou conversa de corredor.

Encontro em hotel reforça pressão por transparência

A delação premiada de Vorcaro ainda precisa avançar por etapas formais.

PF e PGR devem avaliar o material.

Depois disso, o caso pode chegar ao relator competente para análise judicial.

No entanto, o encontro entre Floriano Marques e o advogado de Vorcaro já entrou no radar político.

A versão oficial fala em amizade antiga, casualidade e conversa rápida.

Por outro lado, o timing chama atenção.

O encontro ocorreu justamente um dia depois da entrega dos anexos da delação.

Em conclusão, o episódio não prova irregularidade por si só.

Mas, em um caso que envolve Banco Master, TSE, STF, delação e bastidores de Brasília, transparência não é favor.

É obrigação.

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