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Deolane Bezerra presa: Justiça de SP nega liberdade e caso ligado ao PCC ganha novo capítulo
Deolane Bezerra presa virou novamente um dos assuntos mais comentados do país após a Justiça de São Paulo negar um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada. A decisão manteve a prisão preventiva dela, decretada em uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Deolane Bezerra presa: Justiça nega pedido de liberdade
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, em caráter liminar, o pedido de liberdade feito pela defesa de Deolane. Portanto, ela segue presa enquanto os advogados aguardam a análise do mérito do habeas corpus.
Além disso, a defesa avalia levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça. A estratégia tenta reverter a prisão preventiva, mas sofreu uma sequência de derrotas nos últimos dias.
Um dia antes, o ministro Flávio Dino, do STF, também rejeitou um pedido de prisão domiciliar. Segundo a decisão citada nas reportagens, Dino afirmou não ver “manifesta ilegalidade” que justificasse a intervenção imediata da Corte.
Investigação sobre lavagem de dinheiro mira suposto elo com PCC
A influenciadora foi presa preventivamente na quinta-feira, 21 de maio, durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Segundo a apuração, o caso começou em 2019, após agentes encontrarem bilhetes manuscritos em celas e na caixa de esgoto da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Esses documentos teriam ajudado investigadores a mapear a estrutura financeira da facção.
No entanto, a defesa nega as acusações. Deolane afirma que foi presa por ter exercido a profissão de advogada em um serviço pelo qual recebeu R$ 24 mil de um cliente.
Deolane Bezerra presa em Tupi Paulista
Com a decisão, Deolane Bezerra presa permanece na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. Ela fica em sala de Estado-Maior, prerrogativa prevista para advogados regularmente inscritos na OAB.
Na prática, isso significa que a custódia ocorre em espaço separado da população prisional comum. Entretanto, essa prerrogativa não impede a prisão preventiva nem encerra a investigação.
A Justiça decretou a prisão, segundo o processo, após apontar risco de fuga. Os investigadores destacaram que Deolane havia retornado ao Brasil na véspera da operação, depois de passar semanas na Europa.
Polícia aponta movimentações financeiras suspeitas
A investigação afirma que uma transportadora de cargas, com sede em Presidente Venceslau, teria funcionado como empresa de fachada. Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, a empresa faria repasses para contas de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.
Duas dessas contas, segundo a investigação, estariam em nome de Deolane. Além disso, os investigadores falam em depósitos fracionados em espécie, usados para dificultar o rastreio dos valores.
Por outro lado, a defesa sustenta que não houve crime. Os advogados alegam que os fatos serão esclarecidos e classificam as medidas como desproporcionais.
O que diz a defesa da influenciadora
A defesa de Deolane Bezerra presa afirma que ela é inocente. Em nota, os advogados disseram que confiam na Justiça e que vão demonstrar a licitude das atividades da influenciadora na condição de advogada.
O advogado Aury Lopes Júnior declarou que considera a prisão “ilegal” e “exagerada”. Além do mais, afirmou que pretende recorrer aos tribunais superiores.
Em contraste, a polícia afirma que Deolane teria papel relevante na estrutura financeira investigada. O caso, portanto, deve seguir rendendo novos capítulos na Justiça.
Caso reacende debate sobre crime organizado e influenciadores
O caso Deolane expõe um ponto que o Brasil já não consegue esconder: o crime organizado tenta ocupar espaços na economia formal, na cultura pop e até nas redes sociais. Consequentemente, operações desse tipo ganham enorme repercussão pública.
Ainda assim, é preciso separar investigação de condenação. Deolane é investigada e nega as acusações, enquanto a polícia e o Ministério Público sustentam que existem indícios suficientes para a prisão preventiva.
Em conclusão, a Justiça de SP manteve Deolane Bezerra presa, a defesa promete recorrer e a investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC continua avançando. O país acompanha mais um caso em que fama, dinheiro, Justiça e crime organizado aparecem na mesma manchete.