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Eleição no Peru: Justiça rejeita pedido da esquerda para anular votos da direita

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A eleição no Peru entrou em uma fase decisiva depois que a Justiça Eleitoral rejeitou pedidos da esquerda para anular milhares de votos. O partido Juntos por el Perú, que apoia Roberto Sánchez, tentou invalidar mesas onde Keiko Fujimori teve vantagem.

A decisão saiu nesta sexta-feira, 12, em meio a uma disputa apertada pelo segundo turno presidencial. Portanto, o caso ganhou ainda mais peso político na reta final da apuração.

Segundo a imprensa peruana, o partido alegou supostas irregularidades e “padrões de repetição” em resultados favoráveis à candidata de direita. No entanto, a Justiça barrou os recursos por falta de pagamento da taxa exigida pela lei eleitoral.

Eleição no Peru: esquerda tentou anular milhares de mesas

O Juntos por el Perú questionou cerca de 2,4 mil mesas eleitorais. A legenda queria invalidar votos registrados em locais onde Keiko Fujimori saiu na frente.

Além disso, os pedidos poderiam colocar em discussão cerca de 600 mil votos, segundo estimativas citadas pelo jornal peruano El Comercio. Em uma disputa voto a voto, esse número poderia alterar todo o cenário.

A tentativa da esquerda ocorreu quando Fujimori mantinha vantagem estreita sobre Sánchez. Com mais de 98% das atas contabilizadas, a diferença estava na casa dos 4 mil votos.

Eleição no Peru teve recursos rejeitados por falta de taxa

A legislação eleitoral peruana exige uma taxa administrativa para pedidos de anulação de votos ou atas eleitorais. O comprovante precisa acompanhar o recurso.

Entretanto, o partido de Roberto Sánchez não apresentou o comprovante exigido. Por isso, a Justiça considerou os pedidos inadmissíveis e não analisou o mérito das acusações.

O Jurado Eleitoral Especial de Lima Centro 1 rejeitou o pedido para anular 1.751 atas de votação na capital peruana. Horas depois, o Jurado Eleitoral Especial de Lima Centro 2 também rejeitou outro recurso.

Nesse segundo caso, a esquerda tentava invalidar 647 mesas eleitorais instaladas nos Estados Unidos. Novamente, a Justiça apontou a ausência do pagamento obrigatório.

Keiko Fujimori mantém vantagem em disputa apertada

Keiko Fujimori, candidata de direita, seguia à frente na reta final da apuração. A Oficina Nacional de Processos Eleitorais indicava uma disputa voto a voto.

Por outro lado, Roberto Sánchez tentava reverter o cenário por meio de questionamentos na Justiça Eleitoral. A estratégia, porém, sofreu um duro revés com a rejeição dos pedidos.

A decisão não encerra todos os debates sobre a eleição. Ainda assim, ela reduz o impacto imediato da tentativa de anular votos em áreas favoráveis à direita.

Justiça eleitoral ainda precisa concluir análise no Peru

A Justiça Eleitoral do Peru ainda precisa concluir a análise de impugnações e recursos antes de proclamar oficialmente o vencedor. Consequentemente, o país segue em clima de tensão política.

O caso mostra, mais uma vez, como disputas apertadas na América Latina costumam virar batalhas jurídicas. Além do mais, revela a dificuldade da esquerda em aceitar resultados desfavoráveis quando a direita aparece na frente.

Em conclusão, a eleição no Peru segue indefinida, mas a decisão da Justiça representou uma vitória importante para a normalidade eleitoral e para os votos já registrados nas urnas.


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