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Monitoramento aponta origem de fake news contra Flávio Bolsonaro em perfil ‘Dilma Bolada’

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Um monitoramento de fake news contra Flávio Bolsonaro identificou no perfil do influenciador Jeferson Monteiro, criador do “Dilma Bolada”, a primeira publicação rastreada sobre a falsa associação do candidato do PL à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

O perfil “Dilma Bolada” ficou conhecido por publicar paródias favoráveis à ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo a notícia-crime apresentada pela campanha de Flávio, uma busca aprofundada nas redes encontrou uma publicação de Monteiro feita às 21h50 de 23 de setembro.

A mensagem dizia que católicos não deveriam votar em Bolsonaro nem em candidatos que pretendessem retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. Seis minutos depois, outra conta publicou que grupos evangélicos estariam pressionando Flávio para retirar o título caso ele fosse eleito.

Monitoramento de fake news aponta rápida disseminação

O monitoramento de fake news contra Flávio Bolsonaro também chamou atenção para o pequeno intervalo entre as primeiras mensagens e a velocidade com que o conteúdo se espalhou.

Segundo a notícia-crime, quatro publicações realizadas por três contas naquela noite deram início à rede de disseminação analisada pela campanha. Uma das postagens utilizava uma imagem produzida por inteligência artificial para atribuir ao candidato uma suposta articulação contra o título de Nossa Senhora Aparecida.

Além disso, a campanha argumentou que a sequência das publicações e sua rápida propagação seriam indícios de uma ação estruturada. Essa é uma alegação apresentada pela defesa de Flávio e integra o material levado às autoridades.

Fake news contra Flávio Bolsonaro resgatou projeto de 2007

A fake news contra Flávio Bolsonaro recuperou uma proposta apresentada em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli.

O projeto pretendia alterar a denominação de Nossa Senhora Aparecida de “Padroeira do Brasil” para “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. No entanto, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara rejeitou a proposta, que acabou definitivamente arquivada em agosto de 2008.

Flávio não participou da apresentação nem da tramitação dessa proposta no Congresso. A reportagem da Revista Oeste também destaca que, naquele período, ele sequer exercia mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

Fake news contra Flávio alcançou milhões de interações

Apesar do histórico do projeto, a associação com Flávio Bolsonaro ganhou enorme alcance nas redes sociais.

Um levantamento do Instituto Democracia em Xeque contabilizou 977,6 mil publicações sobre o assunto em aproximadamente 55 horas. As mensagens relacionadas ao episódio somaram cerca de 8,5 milhões de interações em diferentes plataformas.

Consequentemente, o assunto se transformou em um dos grandes eventos do debate político nas redes em 2026. Segundo o levantamento divulgado pelo Estadão e reproduzido pela Oeste, o episódio foi o terceiro maior mobilizador do debate político on-line no ano.

Monitoramento de fake news registra milhões de visualizações

O monitoramento de fake news contra Flávio Bolsonaro registrou ainda a audiência alcançada por publicações específicas.

Uma delas superou 2 milhões de visualizações em menos de 24 horas. Outra chegou a aproximadamente 2,4 milhões de visualizações, além de 73 mil curtidas e 16 mil compartilhamentos.

Além disso, a GloboNews chegou a divulgar informação relacionada à suposta reação da Igreja Católica ao caso. Posteriormente, a emissora reconheceu o erro e apresentou um pedido formal de desculpas.

Campanha de Flávio cita políticos de esquerda

A notícia-crime não ficou restrita às contas apontadas como responsáveis pelo começo da circulação do conteúdo.

Segundo a defesa, a narrativa posteriormente chegou a políticos de esquerda e integrantes da base governista. O documento menciona o ex-deputado Jean Wyllys, candidatos e parlamentares ligados a PT, PV e PSOL e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara.

Além do mais, a campanha sustenta que as publicações podem se enquadrar no artigo 323 do Código Eleitoral. O dispositivo trata da divulgação, durante o período eleitoral, de fatos que o autor sabe serem inverídicos sobre candidatos ou partidos e capazes de exercer influência sobre o eleitorado.

Defesa pede investigação sobre fake news contra Flávio

A defesa de Flávio argumentou que o episódio envolve também o direito do eleitor de formar livremente sua decisão a partir de informações verdadeiras. A caracterização jurídica, entretanto, dependerá da apuração pelas autoridades competentes.

A campanha pediu a instauração de inquérito criminal e a produção das provas consideradas necessárias. Também solicitou que X e Instagram forneçam dados cadastrais de 29 contas relacionadas no documento, incluindo informações disponíveis para identificação dos responsáveis.

Por fim, a defesa solicitou os endereços de IP usados pelas contas nos dois meses anteriores, a incorporação dessas informações à investigação e a preservação do material reunido como prova. O objetivo declarado é esclarecer a autoria e a forma de disseminação do conteúdo.

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