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Fim da escala 6×1 avança na Câmara e texto segue para o Senado

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A Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6×1 nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, em dois turnos. Agora, a PEC segue para análise do Senado, onde ainda precisa passar por nova votação.

No primeiro turno, os deputados aprovaram a proposta por 472 votos a 22. Já no segundo turno, o placar foi de 461 votos a 19.

Fim da escala 6×1 prevê redução da jornada semanal

O texto aprovado propõe uma transição de 14 meses para reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Além disso, a mudança deve ocorrer em duas etapas, com queda de duas horas em cada fase.

A primeira redução começa 60 dias depois da promulgação da emenda. Depois, a segunda etapa entra em vigor 12 meses mais tarde, fechando os 14 meses de transição.

Na prática, o fim da escala 6×1 busca garantir dois dias de descanso ao trabalhador. Hoje, esse modelo representa seis dias de trabalho e apenas um dia de folga.

Fim da escala 6×1 também fala em repouso aos domingos

A proposta determina dois dias de descanso, com início 60 dias depois da promulgação. No entanto, o texto afirma que o repouso deve ocorrer “preferencialmente aos domingos”.

Esse detalhe importa porque mexe diretamente com setores como comércio, serviços, bares, restaurantes, supermercados e atividades contínuas. Portanto, a mudança ainda deve gerar forte debate econômico.

Por outro lado, a esquerda vende a proposta como uma vitória social simples e sem custo. Mas, como sempre, alguém paga a conta no mundo real.

Governo Lula entrou pesado na votação do fim da escala 6×1

Deputados governistas foram ao plenário com camisetas, cartazes e adesivos em defesa da proposta. Além disso, o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, acompanhou a votação na Câmara.

O governo também havia convocado manifestações em favor do tema. Consequentemente, o Planalto tratou a votação como uma pauta política de grande impacto.

No mesmo dia, a comissão especial já havia aprovado o relatório do deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia. Depois disso, o plenário acelerou a votação em dois turnos.

Empresários criticam fim da escala 6×1 e cobram mais tempo

Parlamentares do Novo e do Missão se posicionaram contra a PEC. Eles defenderam o argumento de empresários, que alertam para impactos econômicos da redução da jornada.

Além do mais, esses deputados sustentam que convenções coletivas deveriam definir escalas de trabalho. Essa visão preserva a negociação entre patrões e empregados, sem uma imposição constitucional rígida.

Representantes do empresariado brasileiro se reuniram com Davi Alcolumbre na terça-feira, 26 de maio. Eles pediram mais tempo para analisar a PEC e criticaram o avanço do tema em período eleitoral.

Fim da escala 6×1 agora depende do Senado

A expectativa do governo e de Hugo Motta é que Davi Alcolumbre acelere a votação no Senado. A ideia é aprovar a PEC em até 30 dias.

O Planalto quer promulgar o texto antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho. Entretanto, o Senado pode impor ritmo próprio, especialmente depois de recentes tensões com o governo.

A discussão chega à Casa Alta dois meses depois da rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. Segundo a CNN, foi a primeira vez em mais de 130 anos que o Legislativo rejeitou uma indicação ao Supremo.

O que está por trás do debate sobre o fim da escala 6×1

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, negou rusga entre o Planalto e o Senado. Ele disse que Lula e Alcolumbre retomam o contato de forma calorosa, como amigos que passaram meses sem conversar.

Em conclusão, o fim da escala 6×1 virou uma das maiores pautas trabalhistas do ano. A esquerda comemora, o governo tenta capitalizar, e o setor produtivo teme o impacto no custo Brasil.

Agora, o Senado terá a palavra final. E, como sempre, o brasileiro comum precisa observar não apenas o discurso bonito, mas também a fatura que pode chegar depois.

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