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Greve dos Caminhoneiros: o que se sabe sobre a paralisação anunciada nesta segunda-feira (13)

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A greve dos caminhoneiros voltou ao centro do debate político e econômico nesta segunda-feira (13). O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, anunciou o movimento. O objetivo é pressionar o Senado a votar a Medida Provisória do Piso do Frete antes do prazo final. Além disso, muitos caminhoneiros afirmam que a demora na votação aumenta a insegurança jurídica da categoriaPor isso, a proximidade do recesso parlamentar intensificou a preocupação de quem depende do transporte rodoviário para garantir a própria renda.

Greve dos caminhoneiros busca pressionar o Senado

Segundo Wallace Landim, diversos caminhoneiros iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (13). A categoria quer convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a incluir a MP do Piso do Frete na pauta antes que ela perca a validade. Além disso, Chorão afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que representantes da categoria tentam negociar a votação há duas semanas. No entanto, segundo ele, o Senado ainda não respondeu aos pedidos. Por esse motivo, a liderança orientou os caminhoneiros a não iniciarem novas viagens a partir da meia-noite desta segunda-feira. Consequentemente, a categoria acompanhará até terça-feira (14) se o Senado votará a proposta.

O que muda com a MP do Piso do Frete

A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória em 17 de junho. O texto cria punições para empresas que desrespeitarem o piso mínimo do frete estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Além disso, a proposta amplia a fiscalização e dificulta a contratação de fretes abaixo do valor mínimo. Dessa forma, o governo pretende fortalecer a remuneração dos caminhoneiros e reduzir práticas consideradas desleais no setor. Entretanto, o Senado precisa concluir a votação até 16 de julho. Caso contrário, a MP perderá a validade. Além do mais, o Congresso entrará em recesso entre 18 e 31 de julho, o que diminui ainda mais o tempo disponível.

Existem bloqueios nas rodovias?

Até o momento, a greve dos caminhoneiros não provocou bloqueios nas rodovias brasileiras. As autoridades acompanham a situação desde as primeiras horas desta segunda-feira. Por exemplo, cerca de 70 pessoas participaram de uma manifestação em Santos. No entanto, a Polícia Militar informou que o grupo manteve o trânsito livre durante todo o ato. Assim, o movimento segue em fase inicial. Por outro lado, novas mobilizações poderão ocorrer caso o Senado não vote a MP nos próximos dias.

O que pode acontecer nos próximos dias

Segundo Chorão, a categoria poderá ampliar a paralisação caso a MP perca a validade. Ele afirma que, sem as mudanças previstas, o transporte rodoviário favorecerá apenas caminhões de grande porte e prejudicará os caminhoneiros autônomos. Além disso, muitos profissionais aguardam uma resposta rápida do Congresso. Enquanto isso, transportadores de todo o país acompanham a movimentação do Senado e esperam uma definição. Na avaliação de muitos caminhoneiros, o Congresso precisa agir com rapidez diante de uma pauta que afeta diretamente milhares de trabalhadores. Em conclusão, os próximos dias serão decisivos para saber se o Senado votará a MP ou se a greve dos caminhoneiros ganhará ainda mais força.

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