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Fraudes no INSS: CGU convoca informante que citou Lulinha e aumenta pressão no Planalto

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As fraudes no INSS ganharam um novo capítulo nesta terça-feira, 26 de maio. A Controladoria-Geral da União convocou para depor o informante da Polícia Federal que afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebia mesada de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

O nome do informante não foi divulgado. No entanto, a simples convocação mostra que o caso continua avançando em Brasília, justamente no ponto que o governo Lula mais gostaria de ver longe dos holofotes.

Fraudes no INSS entram na mira da CGU

A CGU apura a atuação da empresa World Cannabis e sua possível influência sobre servidores públicos. A investigação envolve funcionários da Anvisa, do Ministério da Saúde e da Indústria Química do Estado de Goiás, a Iquego.

Além disso, a CNN informou que a apuração interna surgiu depois de um pedido do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Ele relata a investigação que apura as fraudes no INSS.

Portanto, não se trata apenas de fofoca de bastidor. O caso envolve órgão de controle, Polícia Federal, STF, servidores públicos e suspeitas de tráfico de influência.

Informante da PF falou sobre Lulinha e o “Careca do INSS”

O informante afirmou que o “Careca do INSS” pagava mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos da área da saúde do governo. Segundo a CNN, ele trabalhou com Antonio Camilo Antunes na World Cannabis e disse já ter prestado vários depoimentos à PF.

Por outro lado, as defesas de Lulinha, de Roberta Luchsinger e de Antonio Camilo negam qualquer irregularidade. Esse ponto precisa ficar claro, porque a investigação ainda apura os fatos e as responsabilidades.

Entretanto, o avanço da CGU coloca mais pressão sobre o entorno do presidente Lula. Afinal, quando um caso de fraudes no INSS começa a encostar em amigos e nomes ligados à família presidencial, o Planalto sente o calor.

World Cannabis aparece no centro da apuração

A World Cannabis atuava no mercado de cannabis medicinal e pertencia a Antonio Camilo Antunes. Segundo a reportagem, ele contratou a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para representar interesses junto ao governo.

Além do mais, André Mendonça determinou, em decisão de dezembro, o envio de ofício à CGU para apurar possíveis irregularidades ligadas à revisão da RDC 327/2019. Essa norma trata de processos relacionados ao mercado de cannabis medicinal.

Consequentemente, a investigação saiu do campo das suspeitas genéricas e passou a mirar atos administrativos, servidores e possíveis interesses privados dentro da máquina pública.

Pagamentos de R$ 300 mil aumentam suspeitas nas fraudes no INSS

Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram pagamentos mensais de R$ 300 mil a uma empresa ligada a Roberta Luchsinger. Em mensagens analisadas pelos investigadores, Antonio Camilo teria se referido ao valor como destinado ao “filho do rapaz”, sem dizer expressamente quem seria essa pessoa.

A PF trabalha com a hipótese de que a expressão poderia se referir a Lulinha. No entanto, os investigados negam a prática de irregularidades e contestam essa interpretação.

A Gazeta do Povo também informou que Roberta admitiu ter apresentado Lulinha ao “Careca do INSS”, mas disse que a apresentação ocorreu em contexto social. Ela negou ter feito repasses ao filho do presidente.

Roberta Luchsinger nega repasses a Lulinha

Roberta Luchsinger declarou à Polícia Federal que prestou serviços ligados à regulação do mercado de canabidiol para Antonio Camilo Antunes. Segundo a defesa, ela recebeu por esse trabalho de forma legal e não repassou dinheiro a Lulinha.

Além disso, a defesa afirmou que Roberta reconheceu amizade com Fábio Luís e sua esposa, mas negou vínculo financeiro com eles. A versão dos advogados sustenta que ela passou a sofrer exploração política depois da operação.

Em contraste, os investigadores analisam transferências feitas por Antonio Camilo para empresas ligadas à empresária. Segundo a Gazeta do Povo, foram cinco transferências de R$ 300 mil entre novembro de 2024 e março de 2025, totalizando R$ 1,5 milhão.

Caso incomoda o governo Lula

As fraudes no INSS já seriam graves por envolver aposentados, pensionistas e dinheiro público. Agora, com a convocação do informante que citou Lulinha, o caso ganhou peso político ainda maior.

O governo pode tentar tratar tudo como narrativa da oposição. Entretanto, a CGU convocou o informante, a PF analisa documentos e o STF acompanha a investigação.

Portanto, a pergunta natural é simples: quem usou influência, quem recebeu dinheiro e quem abriu portas dentro do governo?

Em conclusão, a convocação feita pela CGU mostra que o caso ainda está longe de acabar. Se as suspeitas caírem por falta de provas, os citados terão direito de cobrar reparação pública. Mas, se os indícios avançarem, o Planalto terá uma crise difícil de empurrar para debaixo do tapete.

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