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EDUCAÇÃO

Greve nas universidades federais atinge 54 instituições e pressiona governo Lula

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A greve nas universidades federais já atinge 54 universidades e institutos federais, de forma total ou parcial, desde fevereiro. Os dados foram divulgados pela Fasubra Sindical na sexta-feira, 24 de abril de 2026.

Greve nas universidades federais alcança 54 instituições

Funcionários técnico-administrativos das instituições federais de ensino superior cobram o cumprimento de pontos do acordo firmado com o governo em 2024.

Segundo a categoria, o governo federal não cumpriu parte do Termo de Acordo da Greve. Esse acordo saiu depois de outra paralisação e de negociação com o Executivo.

Além disso, os servidores reivindicam jornada de 30 horas semanais. Eles também se posicionam contra a Reforma Administrativa.

A paralisação começou em fevereiro, mas nem todas as instituições aderiram ao mesmo tempo. Algumas universidades pararam logo no início. Outras entraram no movimento em março e abril.

No entanto, a greve não interrompe as aulas. Mesmo assim, ela afeta serviços importantes, como suporte administrativo e abertura de bibliotecas.

Sudeste lidera greve nas universidades federais

A greve nas universidades federais tem maior concentração no Sudeste. A região soma 18 instituições com paralisação total ou parcial.

Minas Gerais aparece como o principal foco do movimento. O Estado concentra 12 instituições atingidas pela greve.

Em seguida, vem o Nordeste, com 15 instituições. Depois aparece o Sul, com 12.

Portanto, o movimento não se limita a um caso isolado. Ele se espalha por várias regiões e mostra desgaste na relação entre servidores e governo Lula.

E aqui surge uma pergunta incômoda. Se o governo vive dizendo que “valoriza a educação”, por que a própria base da educação federal reclama de acordo não cumprido?

Greve nas universidades federais expõe promessa quebrada

A greve nas universidades federais incomoda porque toca em uma área que a esquerda costuma usar como vitrine política.

Durante campanhas, educação aparece como prioridade absoluta. Entretanto, quando os servidores cobram acordo, salário, carreira e jornada, o discurso muda de tom.

A Fasubra informou que 66 delegados e 19 entidades participaram da reunião do Comando Nacional de Greve. O levantamento também registra 54 instituições representadas por 37 entidades.

Além do mais, o calendário da mobilização prevê atos, assembleias e ações no Congresso Nacional. A categoria busca apoio para abrir negociação das pautas de greve junto ao governo.

O que diz o governo Lula sobre a greve

O Ministério da Educação afirmou ao Poder360 que respeita o direito constitucional de greve. O MEC também disse que mantém diálogo permanente com as categorias da educação federal.

Segundo o governo, as negociações com os técnicos-administrativos duraram vários meses. Elas resultaram no Termo de Acordo nº 11/2024, assinado em 27 de junho de 2024.

O acordo envolveu governo, Fasubra e Sinasefe. Ele previu reestruturação de carreira e reajuste salarial para 2025 e 2026.

Por outro lado, o próprio tamanho da greve mostra que a categoria não se sente atendida. Caso contrário, 54 instituições não estariam em paralisação total ou parcial.

Governo cita lei sancionada em março

O governo também afirmou que atendeu boa parte das demandas dos técnicos-administrativos na Lei 15.367/2026, sancionada em março.

Entre os pontos citados, aparecem o Reconhecimento de Saberes e Competências, conhecido como RSC, ainda em fase de regulamentação.

Além disso, o governo menciona jornada de 30 horas semanais, com seis horas ininterruptas, para atividades de atendimento ao público externo. Isso inclui alunos e população em geral.

O governo também citou o plantão de 12 horas por 60 horas para servidores dos hospitais universitários e vigilantes. Consequentemente, tenta mostrar que entregou parte da negociação.

No entanto, a categoria continua mobilizada. Isso indica que a divergência não acabou com a sanção da lei.

Nova rodada de negociação está prevista

A Fasubra informou que uma nova rodada da Mesa Setorial de Negociação Permanente está marcada para 28 de abril.

A pauta inclui informes, debate sobre democratização das instituições federais e encaminhamentos. O debate também considera a Lei nº 15.367, de 30 de março de 2026.

Além disso, o Comando Nacional de Greve orientou uma rodada de assembleias entre 27 de abril e 8 de maio. O objetivo será avaliar pontos prioritários para negociação com o governo.

Em conclusão, a greve nas universidades federais virou mais um sinal de desgaste do governo Lula. A esquerda vendeu a educação como prioridade, mas agora enfrenta cobrança justamente dentro da educação pública federal.

Enquanto isso, alunos e servidores ficam no meio da disputa. E o governo, mais uma vez, tenta transformar promessa em nota oficial.

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