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Inadimplência no agro dispara e dívida no Banco do Brasil chega a R$ 17 bilhões
A inadimplência no agro disparou nos últimos anos e virou mais um sinal de alerta para o campo brasileiro. Segundo a Revista Oeste, somente na carteira do Banco do Brasil, o volume financeiro saltou de R$ 1 bilhão no fim de 2022 para R$ 17 bilhões em abril de 2024.
O dado aparece em reportagem de capa da Edição 326 da Revista Oeste, assinada por Artur Piva e Eliziário Goulart Rocha. Portanto, o número mostra a gravidade da crise que atinge produtores rurais em várias regiões do país.
O agronegócio sustenta boa parte da economia nacional. No entanto, o produtor segue enfrentando crédito caro, insegurança, falta de seguro robusto e dependência externa de insumos.
Inadimplência no agro cresce no Banco do Brasil
A inadimplência no agro ganhou força em apenas 16 meses. No fim de 2022, a carteira do Banco do Brasil registrava R$ 1 bilhão em atraso.
Já em abril de 2024, esse volume chegou a R$ 17 bilhões. Consequentemente, o salto expõe uma piora brutal no ambiente financeiro do campo.
Durante o governo Bolsonaro, o Banco do Brasil foi presidido por Rubem Novaes, André Brandão e Fausto de Andrade Ribeiro. Além disso, dezembro de 2022 marcou o último mês de Bolsonaro no Planalto.
Em abril de 2024, Lula já somava mais de um ano em seu terceiro mandato. Desde sua volta ao poder, o BB passou a ser comandado por Tarciana Medeiros.
Inadimplência no agro revela crise no campo
A inadimplência no agro não aparece sozinha. Ela faz parte de um conjunto de problemas que pressiona o produtor rural brasileiro.
Entre os principais pontos estão o Plano Safra considerado insuficiente, a ausência de um seguro agrícola robusto e a dependência externa para compra de fertilizantes. Além do mais, esses fatores deixam o campo mais vulnerável a crises de preço, clima e crédito.
O produtor planta, investe, contrata e assume risco. Por outro lado, quando o custo sobe e o apoio falha, a conta chega rápido.
Agronegócio sofre com crédito caro e falta de segurança
O agronegócio brasileiro continua sendo um dos maiores motores da economia. Mesmo assim, muitos produtores reclamam de falta de atenção real por parte do governo.
O campo precisa de crédito acessível, seguro eficiente e previsibilidade. Entretanto, a realidade mostra juros altos, burocracia e dificuldade para renegociar dívidas.
A crise atinge pequenos, médios e grandes produtores. Portanto, o problema não fica restrito a uma região ou a um único tipo de cultura.
Quando o agro perde força, o país inteiro sente. O impacto pode chegar ao preço dos alimentos, ao emprego, à arrecadação e à balança comercial.
Governo Lula é cobrado por resposta ao agro
O avanço da inadimplência no agro aumenta a cobrança sobre o governo Lula. O setor espera medidas concretas, não apenas discursos em eventos oficiais.
A Revista Oeste destaca que o campo segue negligenciado apesar de garantir segurança alimentar e mover a economia nacional. Em contraste, políticas públicas ruins podem sufocar justamente quem produz riqueza.
O Brasil depende do produtor rural. Em conclusão, ignorar a crise no agro significa colocar em risco um dos pilares mais importantes do país.