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Pacheco no STF? Senador descarta vaga na Corte e reafirma saída da política
Pacheco no STF virou assunto em Brasília, mas o próprio senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, tratou de jogar água fria na especulação. Nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, ele afirmou que não existe possibilidade de assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal e reforçou que pretende deixar a política ao fim do mandato no Senado.
A fala ocorreu depois da participação de Pacheco no Seminário Lide Inovação e Tecnologia, em São Paulo. Portanto, o recado foi público, direto e sem espaço para muita ginástica política.
Pacheco no STF: senador diz que não tem expectativa de ir para tribunal superior
Rodrigo Pacheco afirmou que não tem “expectativa ou perspectiva” de ingressar em tribunal superior, inclusive no STF. Além disso, disse que a possibilidade de indicação para a Corte já ficou para trás.
Segundo ele, o tema está “bem resolvido” e representa uma “página virada”. No entanto, em Brasília, página virada às vezes volta para a mesa quando o vento muda.
Mesmo assim, Pacheco tentou encerrar a conversa. Ele também negou qualquer articulação para barrar uma eventual indicação de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, ao Supremo.
Saída da política: Pacheco fala em ciclo encerrado
Pacheco afirmou que decidiu encerrar seu ciclo político depois de 12 anos de vida pública. O senador já foi deputado federal e presidiu o Senado e o Congresso Nacional de 2021 a 2025.
Além disso, ele disse que tomou a decisão com “sentimento de dever cumprido”. A frase soa bem ensaiada, mas deixa claro que Pacheco tenta construir uma saída organizada do cenário político.
O ex-presidente do Senado também declarou que tem desapego ao poder. Segundo ele, felizmente, não precisa da política para viver nem para sobreviver.
Pacheco no STF e governo de Minas ficam fora dos planos
O senador também descartou disputar o governo de Minas Gerais em 2026. Entretanto, citou nomes que considera competitivos para a sucessão estadual.
Entre eles estão o empresário Josué Gomes da Silva, o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos. Consequentemente, Pacheco sai da disputa, mas tenta manter influência no tabuleiro mineiro.
O PT, por outro lado, trabalha para definir até o início de junho o palanque em Minas Gerais para a eleição de 2026. A legenda avalia candidatura própria ou apoio a aliados depois da desistência de Pacheco.
Relação com Lula também entrou na conversa
Questionado sobre Lula, Pacheco afirmou que mantém boa relação com o presidente. Além do mais, disse esperar que o petista compreenda sua decisão de não disputar eleições no próximo ano.
A declaração mostra a proximidade política entre os dois. Em contraste, parte da direita sempre viu Pacheco como um nome excessivamente confortável diante do avanço do Supremo e das pautas do governo petista.
Em conclusão, Pacheco tentou enterrar duas especulações de uma só vez: a ida ao STF e a candidatura ao governo de Minas. Agora, resta saber se Brasília vai respeitar essa “página virada” ou se o velho jogo político ainda vai tentar escrever outro capítulo.