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Petróleo cai abaixo de US$ 80 após acordo entre EUA e Irã e reabertura de Ormuz

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O petróleo cai abaixo de US$ 80 por barril após o acordo entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura gradual do Estreito de Ormuz.

O movimento aliviou o mercado internacional nesta terça-feira, 16. Além disso, reduziu parte do medo que vinha pressionando combustíveis, transporte e inflação em várias economias.

Petróleo cai abaixo de US$ 80 e mercado reage

O petróleo Brent, referência internacional, caiu 5,1% e fechou a US$ 78,96.

Já o WTI, referência dos Estados Unidos, recuou 5,8% e encerrou o dia a US$ 76,05.

Portanto, os dois contratos passaram por uma forte correção no mercado global.

A queda levou o petróleo ao menor nível desde o início de março.

No entanto, o mercado ainda acompanha com cautela os próximos passos no Oriente Médio.

Acordo entre EUA e Irã reduz risco geopolítico

O acordo entre Estados Unidos e Irã ampliou o cessar-fogo e abriu caminho para a retomada gradual da navegação pelo Estreito de Ormuz.

Esse ponto é vital para o comércio mundial de energia.

Cerca de um quinto do petróleo consumido no planeta passa por essa rota marítima.

Além disso, grande parte das exportações de gás natural liquefeito do Catar também depende da região.

Consequentemente, qualquer tensão no local afeta preços, bolsas, combustíveis e inflação.

Estreito de Ormuz volta ao centro do mercado

O Estreito de Ormuz vinha operando de forma limitada desde o início da guerra, em fevereiro.

Antes do conflito, o Brent era negociado perto de US$ 72 por barril.

Com os ataques e o medo de interrupção no abastecimento, os preços chegaram a superar US$ 120 em abril.

Entretanto, a expectativa de reabertura mudou o humor dos investidores.

O mercado passou a retirar parte do chamado prêmio geopolítico dos preços.

Navios começam a retomar operações

Os primeiros sinais de retomada surgiram nesta terça-feira.

Dois petroleiros iranianos deixaram o Golfo de Omã e cruzaram a linha de bloqueio dos Estados Unidos.

Esse foi um movimento relevante para as exportações iranianas.

Por outro lado, empresas do setor ainda não falam em normalização completa.

Armadores, seguradoras e comerciantes de petróleo avaliam riscos de segurança, minas marítimas e custos altos de seguro.

Bancos revisam projeções para o petróleo

Grandes bancos também começaram a rever suas estimativas.

O Goldman Sachs reduziu em US$ 10 sua projeção para o Brent no último trimestre de 2026.

Agora, o banco espera cotações em torno de US$ 80 por barril.

Além do mais, o UBS avaliou que o mercado recebeu bem o acordo.

Já o Morgan Stanley considera que os preços podem ficar estabilizados perto de US$ 80 no quarto trimestre.

Petróleo mais barato pode aliviar inflação

A queda do petróleo pode ajudar consumidores e empresas.

Preços menores tendem a reduzir custos de combustíveis, transporte e logística.

Consequentemente, isso pode aliviar a inflação em países desenvolvidos e emergentes.

Companhias aéreas, transportadoras e setores que gastam muita energia também podem se beneficiar.

No entanto, grandes petroleiras sofrem pressão nas bolsas quando o preço da commodity cai.

Mercado ainda exige cautela

Apesar do alívio, o cenário segue instável.

O acordo entre Washington e Teerã precisa se mostrar duradouro.

Qualquer sinal de descumprimento pode reacender a tensão no Oriente Médio.

Em conclusão, a queda do petróleo abaixo de US$ 80 mostra que o mercado reagiu com otimismo ao acordo entre EUA e Irã.

Mas a reabertura plena de Ormuz ainda depende de segurança, confiança e tempo.

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