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STF marca julgamento sobre prisão de deputado sem aval da Alerj e decisão de Moraes volta ao centro da polêmica

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Prisão de deputado será julgada pela Primeira Turma do STF

Prisão de deputado voltou ao centro do debate em Brasília depois que a Primeira Turma do STF marcou julgamento sobre o caso de Thiago Rangel Lima, deputado estadual do Rio de Janeiro pelo Avante. O parlamentar foi preso pela Polícia Federal na terça-feira, 5, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne.

O julgamento vai ocorrer nesta quinta-feira, 7, em sessão virtual extraordinária. Além disso, a análise deve acontecer entre 7h e 19h, segundo a CNN Brasil.

O ponto principal da discussão envolve a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Ele manteve a prisão de Thiago Rangel sem enviar o caso para análise da Alerj, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Portanto, a Corte vai decidir se confirma ou não esse afastamento da regra estadual. E, como sempre, quando o assunto mistura STF, parlamentar preso e Assembleia Legislativa, a temperatura política sobe rápido.

Moraes afastou regra da Constituição do Rio

A decisão de Moraes atingiu diretamente o artigo 102, parágrafo 2º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Esse trecho prevê que deputados estaduais não podem ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, e que a Alerj deve resolver sobre a prisão em 24 horas.

No entanto, Moraes entendeu que essa regra não deveria valer automaticamente no caso concreto. Segundo a CNN, ele afirmou que assembleias legislativas vêm usando prerrogativas para criar “sistemas de impunidade” para parlamentares estaduais.

Além disso, o ministro citou casos de deputados investigados por crimes sem relação com o mandato. Ele também mencionou situações envolvendo organizações criminosas.

Por outro lado, a decisão abre uma discussão sensível. Afinal, a Constituição estadual coloca a Alerj no processo, mas o STF decidiu, ao menos por enquanto, tirar essa etapa do caminho.

Prisão de deputado ocorreu na Operação Unha e Carne

A prisão de deputado estadual no Rio ocorreu dentro da quarta fase da Operação Unha e Carne. A investigação mira uma organização criminosa suspeita de fraudes em compras de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

Thiago Rangel foi eleito deputado estadual em 2022. Além do mais, a mesma operação também levou à prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, em outra etapa da apuração.

Consequentemente, o caso ganhou peso político maior. Não se trata apenas de mais uma operação policial no Rio, mas de uma investigação que alcança nomes com mandato e influência dentro da política fluminense.

Entretanto, a defesa institucional da legalidade precisa andar junto com o combate ao crime. O Brasil não pode virar terra sem regra quando o acusado tem mandato, mas também não pode tratar regra constitucional como detalhe incômodo.

Alerj fica fora da análise e STF assume o controle

Moraes determinou que a prisão continuasse independentemente de manifestação da Alerj. Depois, pediu ao presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, que colocasse o caso em sessão virtual para referendo da medida.

Na prática, o STF assumiu o controle imediato da situação. Portanto, os deputados estaduais do Rio não terão, neste momento, a palavra final sobre a prisão do colega.

Para quem acompanha a política brasileira, o roteiro soa conhecido. O Judiciário entra, o Legislativo reclama, e o cidadão comum tenta entender onde termina a prerrogativa parlamentar e onde começa o privilégio político.

Por exemplo, a regra da Alerj existe para proteger o mandato contra perseguições indevidas. Em contraste, Moraes argumenta que essa proteção não pode virar escudo para crimes comuns ou organizações infiltradas no poder.

Em conclusão: julgamento deve reacender disputa entre STF e Legislativo

Em conclusão, o julgamento sobre a prisão de deputado sem aval da Alerj deve reacender uma disputa antiga no Brasil. De um lado, o STF fala em impedir impunidade. Do outro, fica a pergunta sobre os limites da interferência judicial no Legislativo.

A Primeira Turma vai analisar a decisão nesta quinta-feira. Até lá, Thiago Rangel segue preso, e a Alerj fica impedida de revisar a medida por conta da decisão de Moraes.

No fim, o caso mostra mais uma vez o tamanho da crise institucional brasileira. Quando até a regra sobre prisão de deputado vira queda de braço entre Poderes, o cidadão percebe que o problema é bem maior do que um único parlamentar.

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