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Moro pede R$ 100 mil na Justiça contra ex-juíza que o acusou de agressão física
O senador Sergio Moro pede indenização de R$ 100 mil à ex-juíza federal Luciana Dias Bauer depois de acusações públicas de agressão física. Bauer afirmou que Moro teria segurado seu pescoço dentro de um elevador no prédio da Justiça Federal, em Curitiba, em 2016. O parlamentar nega a acusação, enquanto sua defesa classifica a versão apresentada pela ex-magistrada como uma “fábula vingativa”.
A Justiça do Paraná marcou uma audiência de conciliação para 29 de setembro, apenas cinco dias antes do início das eleições. O encontro ocorrerá virtualmente, às 9h40, na 6ª Vara Cível de Curitiba. Portanto, caso as partes não cheguem a um acordo, o processo seguirá para defesa e produção de provas.
Sergio Moro pede indenização após acusação de ex-juíza
O processo começou em janeiro de 2026, depois que Luciana Bauer concedeu uma entrevista à TV 247. Na ocasião, ela afirmou que Moro teria cometido a agressão em 2016. Além disso, os dois trabalhavam como juízes federais na capital paranaense durante o período citado pela ex-magistrada.
Agora, Sergio Moro pede indenização de R$ 100 mil por danos morais. A ação questiona tanto a acusação sobre o episódio no elevador quanto outras declarações feitas por Bauer. Entretanto, a Justiça ainda precisará analisar os argumentos, documentos e eventuais provas apresentados pelas duas partes.
Ex-juíza relata suposta agressão dentro de elevador
Segundo Bauer, Moro teria segurado seu pescoço dentro de um elevador localizado no prédio da Justiça Federal. Ela também afirma que o então juiz pediu que permanecesse calada. O episódio, conforme seu relato, aconteceu depois de sua participação em um plantão judicial no qual analisou um pedido de habeas corpus.
A acusação veio a público anos depois do suposto episódio. Portanto, a distância temporal entre o fato alegado e a divulgação pública tornou-se um dos pontos explorados pela defesa de Moro. Por outro lado, Bauer relaciona o episódio ao ambiente da Justiça Federal durante o período da Operação Lava Jato.
Sergio Moro pede indenização e defesa contesta relato
Os advogados do senador sustentam que a acusação não corresponde à verdade. Eles também afirmam que Bauer criou a narrativa muitos anos depois do suposto episódio. Além disso, a defesa destaca que a ex-juíza não registrou boletim de ocorrência nem apresentou denúncia à corregedoria na época.
A defesa usa esses elementos para questionar a versão divulgada pela ex-magistrada. Os advogados também apresentaram mensagens trocadas entre Bauer e uma integrante da equipe de Moro nos anos seguintes. Consequentemente, Sergio Moro pede indenização alegando que as declarações atingiram sua honra e ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.
Mensagens de 2017 e 2018 entram na defesa de Sergio Moro
Os advogados mencionam conversas mantidas por Bauer com uma integrante da equipe de Moro durante 2017 e 2018. Em uma mensagem de abril de 2018, a ex-juíza pediu livros emprestados. Ela terminou a conversa utilizando “BJ”, uma abreviação de “beijos”.
Segundo a defesa, o tom dessa comunicação não combina com a acusação apresentada posteriormente pela ex-magistrada. No entanto, caberá à Justiça avaliar o peso dessas mensagens dentro do conjunto de provas. Além do mais, o processo ainda se encontra em fase anterior à produção completa das provas judiciais.
Processo de Sergio Moro também questiona acusações sobre Lava Jato
A disputa judicial não envolve somente a alegação de agressão física. O processo também contesta outras afirmações que Bauer teria feito durante a entrevista. Por exemplo, ela teria chamado Moro de “mafioso” e “criminoso”, além de associá-lo a uma suposta organização criminosa relacionada à Operação Lava Jato.
Os advogados do senador argumentam que essas declarações ultrapassaram os limites legítimos da liberdade de expressão. Dessa forma, Sergio Moro pede indenização de R$ 100 mil também diante do conjunto das declarações atribuídas à ex-juíza. Entretanto, Bauer apresenta uma interpretação completamente diferente sobre os acontecimentos.
Ex-magistrada relaciona episódio ao período da Lava Jato
Bauer deixou o cargo de juíza em 2022 e atualmente trabalha como advogada. Na entrevista concedida em dezembro de 2025, ela relacionou o suposto episódio no elevador a um contexto de perseguição envolvendo a 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Lava Jato.
A Operação Lava Jato marcou profundamente a política brasileira e colocou Moro no centro do cenário nacional. O então juiz tornou-se conhecido pelas decisões relacionadas aos grandes processos da operação em Curitiba. Além disso, sua atuação posteriormente virou alvo de fortes críticas de setores ligados à esquerda e de antigos adversários da operação.
Sergio Moro pede indenização e audiência ocorrerá em setembro
A Justiça marcou a audiência de conciliação para 29 de setembro. O encontro virtual começará às 9h40 e tramitará na 6ª Vara Cível de Curitiba. Portanto, Sergio Moro pede indenização enquanto o Judiciário abre inicialmente espaço para uma possível composição entre as partes.
Caso não exista acordo, o processo seguirá normalmente. As próximas etapas incluem a apresentação da defesa e a produção das provas judiciais. Em contraste, um eventual acordo poderia encerrar a disputa antes dessas fases.
Bauer diz que ainda não recebeu citação formal
Procurada para comentar o processo, Luciana Bauer afirmou que desconhecia a ação e ainda não havia recebido citação formal. A ex-magistrada também fez críticas ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região ao falar sobre a Lava Jato.
Bauer declarou à Folha de S.Paulo que considera o TRF-4 impedido para julgar o caso por qualquer um de seus juízes. Segundo ela, o tribunal ainda deveria desculpas ao povo brasileiro pela Lava Jato. Entretanto, a ação de indenização tramita na Justiça Estadual do Paraná, na 6ª Vara Cível de Curitiba.
Disputa judicial coloca acusações contra Moro sob análise
O processo deverá colocar frente a frente duas versões profundamente diferentes sobre um episódio que teria ocorrido há cerca de dez anos. Moro nega a agressão e busca reparação financeira pelas declarações. Bauer, por outro lado, mantém seu relato e associa o episódio ao contexto vivido durante a Lava Jato.
Para os apoiadores da antiga operação anticorrupção, o caso também chama atenção pelo momento em que as acusações chegaram ao debate público. Contudo, a definição sobre eventual responsabilidade dependerá das provas e da análise do Judiciário. Em conclusão, se a conciliação fracassar em setembro, o processo avançará e cada lado terá oportunidade de sustentar formalmente sua versão.