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Taxa das blusinhas vira maior erro do governo Lula para 62% dos brasileiros, diz pesquisa

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A taxa das blusinhas virou o maior erro do governo Lula na avaliação de 62% dos brasileiros, segundo pesquisa AtlasIntel citada pelo Poder360. O levantamento mostra que o imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 ficou à frente de outras medidas econômicas mal avaliadas pela população.

A cobrança atingiu diretamente consumidores que compram em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Além disso, o desgaste foi tão grande que o governo agora tenta comemorar o fim de uma taxa criada pelo próprio Planalto.

Portanto, a conta política chegou. O governo taxou, arrecadou, apanhou nas redes e agora tenta vender a retirada do imposto como gesto popular, como se o brasileiro tivesse memória curta.

Taxa das blusinhas lidera ranking de erros do governo

A taxa das blusinhas apareceu como o principal erro do governo Lula na pesquisa AtlasIntel de março. O tema superou outras medidas econômicas criticadas, inclusive a tentativa de fiscalização de transações via Pix acima de R$ 5.000 no mês.

Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados consideraram o decreto do Pix um erro. Já o arcabouço fiscal foi visto como erro por 45% dos brasileiros.

No entanto, nada superou a irritação popular com a taxação das compras internacionais. A famosa “taxa das blusinhas” virou símbolo perfeito de um governo que prometeu defender os pobres, mas correu para tributar o consumo popular.

Governo arrecadou bilhões com compras internacionais

A taxa das blusinhas começou a ser cobrada em agosto de 2024, depois da sanção de Lula. Segundo o Poder360, a medida gerou arrecadação recorde de R$ 5 bilhões em 2025 com encomendas internacionais.

Além disso, nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,7 bilhão com essas compras. Ou seja, não estamos falando de detalhe pequeno.

Consequentemente, o consumidor sentiu no bolso. A compra barata virou mais cara, a encomenda simples perdeu atratividade e o discurso de “justiça social” encontrou a realidade do imposto.

Lula agora tenta encerrar a própria taxa

O presidente Lula assinou uma medida provisória que zera o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A nova regra já está em vigor, mas ainda precisa passar pelo Congresso.

Entretanto, a medida provisória vale por até 120 dias. Se o Congresso não aprovar o texto nesse período, a regra perde validade e a tributação anterior pode voltar.

Por outro lado, o ICMS estadual continua sendo cobrado nessas compras. Portanto, o consumidor não ficará livre de toda tributação, mesmo com o fim do imposto federal.

Taxa das blusinhas virou dor de cabeça eleitoral

A taxa das blusinhas causou forte desgaste político para o governo, especialmente nas redes sociais. A cobrança atingiu justamente compras pequenas feitas por consumidores de renda mais baixa.

Além do mais, o Planalto agora comemora nas redes o fim da taxa com tom de vitória. A publicação oficial disse que o imposto de importação acabou e que o governo estaria “do lado do povo brasileiro”.

Em contraste, a realidade é simples: o mesmo governo que cobra agora tenta posar de libertador do imposto. Primeiro pesa no bolso; depois aparece para vender alívio como favor.

Integrantes do governo defenderam a cobrança

Antes de criticar a medida, integrantes do governo Lula defenderam publicamente a taxa das blusinhas. Quando ainda era ministro da Fazenda, Fernando Haddad afirmou que a cobrança garantiria “concorrência igual para todo mundo”.

Além disso, Geraldo Alckmin disse, em abril de 2026, que o imposto representava defesa do emprego e da renda da população brasileira. Depois, com a pressão eleitoral batendo à porta, o discurso mudou.

No entanto, Lula declarou em entrevistas que achava a taxa “desnecessária” desde o início. Segundo ele, eram compras pequenas feitas por pessoas de baixo poder aquisitivo.

Oposição chama fim da taxa de medida eleitoreira

A oposição vê a mudança como gesto eleitoral. Afinal, o fim do imposto federal ocorre meses antes da campanha presidencial de 2026.

Consequentemente, a leitura política é inevitável. O governo percebeu o estrago, viu a rejeição popular e tentou limpar o terreno antes da eleição.

Entretanto, o eleitor não esquece tão fácil. A pesquisa mostra que a taxa das blusinhas marcou o governo como símbolo de aumento de imposto sobre consumo básico e compras populares.

Governo tenta apagar desgaste que ele mesmo criou

A taxa das blusinhas resume bem a lógica tributária do governo Lula. Primeiro, o Planalto defende arrecadação. Depois, quando a medida vira problema eleitoral, tenta se descolar da própria criação.

Além disso, o caso revela uma contradição central. O governo fala em proteger os mais pobres, mas criou uma cobrança que atingiu diretamente compras pequenas em sites internacionais.

Em conclusão, 62% dos brasileiros veem a taxa das blusinhas como o maior erro do governo Lula, segundo a AtlasIntel. O Planalto agora tenta comemorar o fim do imposto federal, mas o brasileiro já entendeu o recado: quando falta dinheiro para sustentar a máquina, o governo sempre procura o bolso do cidadão primeiro.

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