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Dois terremotos atingem a Venezuela e deixam pelo menos 164 mortos; destruição assusta o país

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A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente depois que dois fortes terremotos atingiram o país em um intervalo de menos de um minuto. O desastre deixou, até o momento, pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos, além de provocar o desabamento de edifícios, cortes de energia e uma grande operação de resgate.

As autoridades seguem atualizando os números oficiais, pois equipes de emergência ainda trabalham na busca por sobreviventes entre os escombros. Além disso, especialistas alertam que o total de vítimas pode aumentar nas próximas horas, conforme novas áreas forem alcançadas pelos socorristas.

Terremotos na Venezuela provocam destruição em diversas cidades

Os terremotos na Venezuela ocorreram na quarta-feira, 24 de junho. O primeiro tremor registrou magnitude 7,2, enquanto o segundo alcançou 7,5, apenas alguns segundos depois. O epicentro foi localizado próximo à cidade de Morón, no norte do país, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Os tremores foram sentidos em praticamente toda a Venezuela e também alcançaram regiões da Colômbia. Sirenes chegaram a ser acionadas no país vizinho devido à intensidade do fenômeno. No entanto, o maior impacto concentrou-se em território venezuelano.

O pânico tomou conta das ruas de Caracas logo após os abalos. Muitos moradores deixaram suas casas imediatamente, enquanto diversos prédios sofreram danos estruturais ou desabaram completamente.

Estado de emergência é decretado após os terremotos na Venezuela

O governo interino venezuelano decretou estado de emergência em todo o país. A região de La Guaira, localizada a cerca de 40 minutos de Caracas e onde fica o Aeroporto Internacional de Maiquetía, foi declarada oficialmente como uma zona de desastre.

Além do mais, diversos bairros ficaram completamente sem energia elétrica durante a noite. Equipes de resgate passaram horas retirando vítimas presas sob os escombros enquanto moradores ajudavam nas buscas de forma improvisada.

O aeroporto internacional sofreu danos relevantes em sua infraestrutura e precisou interromper suas operações. A capital passou a depender do aeroporto militar de La Carlota para parte das operações de emergência.

La Guaira concentra os maiores danos

Entre todas as regiões atingidas, La Guaira aparece como a mais afetada pela tragédia. Diversos edifícios desabaram completamente, ruas ficaram bloqueadas pelos destroços e centenas de pessoas passaram a noite tentando localizar parentes desaparecidos.

As imagens divulgadas nas redes sociais mostram cenas de grande destruição. Moradores registraram edifícios parcialmente destruídos, veículos soterrados e pessoas deixando suas residências às pressas. Por exemplo, vários vídeos exibem equipes de resgate utilizando máquinas pesadas para tentar alcançar sobreviventes.

Histórico sísmico preocupa especialistas

Embora a Venezuela registre tremores com certa frequência, eventos dessa magnitude são considerados raros. Os terremotos mais graves das últimas décadas ocorreram em 1967, em Caracas, deixando 236 mortos, e em 1997, em Cariaco, quando 73 pessoas perderam a vida.

Entretanto, o desastre desta semana já figura entre os mais severos da história recente do país. Especialistas monitoram a possibilidade de novos tremores secundários, enquanto as equipes continuam avaliando os danos estruturais em várias cidades venezuelanas.

Buscas continuam e número de vítimas pode aumentar

As operações de resgate permanecem em andamento. Bombeiros, policiais, militares e voluntários trabalham de forma ininterrupta para localizar pessoas desaparecidas sob os escombros.

As autoridades reconhecem que o número oficial de mortos e feridos ainda pode crescer. Consequentemente, os próximos boletins deverão trazer uma avaliação mais precisa da dimensão da tragédia, à medida que novas áreas forem alcançadas pelas equipes de emergência.

A comunidade internacional acompanha a situação com preocupação enquanto a Venezuela enfrenta um enorme desafio humanitário. Em conclusão, o foco neste momento permanece no resgate de sobreviventes, no atendimento às vítimas e na reconstrução das áreas devastadas pelos fortes terremotos.

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