Estados Unidos
Trump no Irã: Senado barra pela 7ª vez tentativa de limitar ação militar
Trump no Irã: Senado rejeita nova ofensiva contra seus poderes
O Trump no Irã voltou ao centro do debate em Washington. O Senado dos Estados Unidos rejeitou, pela sétima vez neste ano, uma medida que tentava limitar os poderes de Donald Trump em relação a ações militares no país do Oriente Médio. A proposta obrigaria o presidente a pedir autorização do Congresso antes de qualquer futura ação militar no Irã.
A votação terminou apertada: 49 senadores apoiaram a medida, enquanto 50 votaram contra. Portanto, a tentativa de restringir Trump fracassou mais uma vez. O democrata John Fetterman se juntou aos republicanos e ajudou a barrar a proposta.
No entanto, três republicanos votaram com os democratas. Rand Paul, Susan Collins e Lisa Murkowski defenderam a limitação. Esse detalhe mostra que o debate sobre guerra e autorização do Congresso não ficou preso apenas à velha divisão entre esquerda e direita.
Senado barra medida e mantém margem de ação de Trump
A resolução buscava obrigar Trump a consultar o Congresso antes de avançar com qualquer nova operação militar no Irã. Em outras palavras, os senadores que apoiavam a medida queriam colocar uma trava institucional no presidente. Entretanto, a maioria decidiu não comprar essa briga agora.
O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, já tinha anunciado em abril que os democratas forçariam votações semanais sobre poderes de guerra enquanto o Senado estivesse em sessão. A estratégia mirava Trump diretamente. Além disso, buscava desgastar politicamente a condução republicana do conflito.
Por outro lado, a votação mostrou que Trump ainda mantém força suficiente no Senado para resistir a esse tipo de pressão. Mesmo com dissidências republicanas, a oposição não alcançou os votos necessários. Consequentemente, a Casa Branca ganhou mais uma rodada nesse embate.
Trump no Irã reacende debate sobre autorização de guerra
O caso Trump no Irã também colocou a Resolução sobre Poderes de Guerra no centro da discussão. Essa lei, criada depois da Guerra do Vietnã, estabelece um prazo de 60 dias para o uso de força militar sem autorização formal do Congresso. Segundo a reportagem, o conflito no Irã atingiu esse limite em 1º de maio.
Alguns republicanos, como Lisa Murkowski e Thom Tillis, argumentam que o Congresso precisa ter algum papel na autorização da guerra. Tillis também defende mais supervisão legislativa, já que o conflito passou de 60 dias. No entanto, outros republicanos questionam a contagem do prazo e dizem que dias de cessar-fogo não deveriam entrar nessa conta.
A divergência revela um ponto sensível. Presidente nenhum gosta de amarras quando comanda uma operação externa. Entretanto, o Congresso também não quer parecer figurante enquanto soldados, recursos e decisões estratégicas entram em jogo.
Democratas tentam enquadrar Trump, mas perdem de novo
Os democratas tentaram transformar a votação em um recado político. Para eles, Trump não deveria conduzir ações militares futuras no Irã sem aval do Congresso. Além do mais, a oposição tenta explorar o desgaste de uma guerra que já enfrenta resistência dentro dos Estados Unidos.
Thom Tillis afirmou que apoia o que Trump fez no Irã, mas também cobrou atenção aos relatórios enviados ao Congresso. Ele ainda reconheceu que a guerra não passa por um momento popular entre os norte-americanos. Essa fala explica por que alguns republicanos querem cautela, mesmo sem aderir completamente ao discurso democrata.
Em contraste, a base mais alinhada a Trump enxerga esse tipo de resolução como tentativa de enfraquecer o comando presidencial. Para esse grupo, o presidente precisa agir com rapidez quando identifica ameaça externa. Portanto, limitar sua margem de decisão poderia virar um presente para adversários dos Estados Unidos.
Congresso discute nova autorização, mas veto pesa
O líder da maioria no Senado, John Thune, disse que a maior parte de seus integrantes não pressionou por uma votação sobre autorização de guerra. Ainda assim, Tillis afirmou que ele e outros senadores trabalham em um texto para tratar do tema. No entanto, ele reconheceu que uma eventual autorização aprovada pelo Congresso provavelmente não resistiria a um veto presidencial.
Em conclusão, a sétima derrota da medida mostra que Trump continua com espaço político para conduzir sua estratégia no Irã. A oposição tenta enquadrar o presidente pela via legislativa, mas o placar do Senado revela outra realidade. Por enquanto, quem queria amarrar Trump saiu derrotado de novo.