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Marina Helena ganha força para vice de Flávio Bolsonaro, mas candidatura de Zema trava acordo

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A possibilidade de Marina Helena ser vice de Flávio Bolsonaro entrou no radar da campanha presidencial do senador do PL. A economista ganhou força entre integrantes da direção partidária e aliados envolvidos na construção da chapa para as eleições de 2026.

O movimento também teria um objetivo político mais amplo: aproximar o Partido Novo da candidatura de Flávio Bolsonaro. No entanto, existe um obstáculo importante para que essa articulação avance: o Novo confirmou Romeu Zema como seu candidato à Presidência da República.

Marina Helena como vice de Flávio Bolsonaro ganha espaço no PL

Marina Helena está filiada ao Novo desde 2018 e construiu trajetória ligada principalmente à economia. Formada pela Universidade de Brasília (UnB), ela também passou por instituições financeiras como Itaú e Bradesco.

Além disso, a economista integrou o governo Jair Bolsonaro. Marina comandou a Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, ligada ao Ministério da Economia então comandado por Paulo Guedes.

Agora, o nome de Marina Helena como vice de Flávio Bolsonaro passou a circular entre integrantes do PL e da campanha presidencial. A economista também é candidata a deputada federal por São Paulo nas eleições deste ano.

Marina confirma contatos informais sobre vaga de vice

Marina Helena confirmou que houve contatos informais relacionados à possibilidade de integrar a chapa presidencial. Entretanto, ela afirmou à Revista Oeste que não recebeu convite formal e ressaltou que sua campanha para a Câmara continua como prioridade.

Segundo sua assessoria, Marina vê positivamente o fato de seu nome aparecer em discussões sobre posições de protagonismo nacional. Por outro lado, a equipe reforçou que a candidatura a deputada federal pelo Novo permanece como prioridade absoluta.

A economista também destacou sua lealdade à legenda. Portanto, qualquer avanço envolvendo Marina Helena como vice de Flávio Bolsonaro dependeria necessariamente de uma mudança significativa no cenário partidário.

Candidatura de Romeu Zema dificulta acordo com Flávio

O principal obstáculo está dentro do próprio Novo. O partido confirmou, na segunda-feira, 27 de julho, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema ao Palácio do Planalto.

Para Marina integrar a chapa de Flávio, o Novo precisaria abandonar sua candidatura presidencial própria. Entretanto, segundo a apuração da Oeste, Zema não aceita sequer discutir essa possibilidade neste momento.

Além do mais, aliados do ex-governador sustentam que, numa eventual desistência, o próprio Zema seria o nome mais provável para ocupar a vice de Flávio. Mesmo esse cenário, porém, é considerado praticamente nulo atualmente pela campanha do candidato do Novo.

Novo e Flávio Bolsonaro podem se aproximar no segundo turno

A tentativa do PL de conquistar o apoio do Novo ainda no primeiro turno enfrenta resistência. Integrantes da legenda consideram remota a possibilidade de abandonar Zema para apoiar Flávio imediatamente.

Por outro lado, o cenário seria diferente em uma eventual segunda rodada eleitoral. Segundo a apuração publicada pela Oeste, se Flávio Bolsonaro enfrentar Lula no segundo turno, o apoio de Zema e do Novo ao candidato do PL estaria garantido.

Consequentemente, a discussão sobre Marina Helena como vice de Flávio Bolsonaro envolve não apenas a escolha de um nome, mas também uma possível composição partidária para a disputa presidencial.

Flávio Bolsonaro busca uma mulher para ocupar a vice

Flávio Bolsonaro já declarou publicamente que pretende contar com uma mulher como candidata a vice-presidente. Em junho, durante um evento de campanha voltado ao público feminino em São Paulo, o senador afirmou que procura alguém capaz de complementar a chapa.

O senador disse que os critérios serão políticos e técnicos e destacou a preferência por uma mulher preparada. Portanto, Marina Helena passou a integrar uma relação que já reúne diferentes nomes femininos ligados à direita e ao centro-direita.

Outros nomes disputam espaço na chapa de Flávio

Entre as mulheres mencionadas nos bastidores aparecem Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e as deputadas Simone Marquetto, Julia Zanatta e Bia Kicis.

Também estão entre os nomes citados a vereadora de Fortaleza Priscilla Costa e a senadora Damares Alves. Além disso, Tereza Cristina chegou a aparecer com força nas especulações por sua relação com o agronegócio, mercado financeiro e lideranças partidárias.

Entretanto, Tereza Cristina afirmou que não pretende assumir a posição. A ex-ministra da Agricultura possui mandato no Senado até 2030 e pretende disputar a presidência da Casa na próxima legislatura.

Apesar da preferência por uma mulher, a campanha ainda não eliminou completamente a possibilidade de escolher um homem. Nesse cenário, aparecem os senadores Marcos Pontes e Rogério Marinho, além do ex-ministro Gilson Machado.

Marina Helena já disputou eleições em São Paulo

A trajetória política de Marina Helena também inclui disputas eleitorais importantes. Em 2024, ela concorreu à Prefeitura de São Paulo pelo Novo e recebeu 1,38% dos votos válidos, terminando o primeiro turno em sexto lugar.

Anteriormente, Marina concorreu a deputada federal por São Paulo em 2022. Ela recebeu mais de 50 mil votos, mas não conquistou uma cadeira na Câmara.

Em 2020, foi candidata a vice-prefeita de São Paulo na chapa liderada por Filipe Sabará. Entretanto, deixou a disputa depois que o Novo expulsou Sabará do partido.

Experiência de Marina Helena na comunicação

Além da economia, do governo e das eleições, Marina acumulou experiência nos meios de comunicação. Ela participou como comentarista do programa Oeste com Elas, da Revista Oeste, entre 2025 e 2026.

A economista também trabalhou como âncora nas rádios CBN e Jovem Pan, em São Paulo. Agora, enquanto disputa uma vaga na Câmara, seu nome passa a integrar as articulações nacionais envolvendo a definição da chapa de Flávio Bolsonaro.

A decisão, contudo, depende de uma equação partidária ainda distante de uma solução. Com Zema mantendo sua candidatura presidencial, Marina Helena como vice de Flávio Bolsonaro permanece, por enquanto, como uma possibilidade discutida nos bastidores da eleição de 2026.


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