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Trump ameaça retirar tropas da Itália e Espanha após cobrar apoio contra o Irã

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Trump ameaça retirar tropas americanas da Itália e da Espanha e amplia a pressão sobre aliados europeus da Otan. A fala ocorreu nesta quinta-feira, 30 de abril, depois de o presidente dos Estados Unidos já ter indicado que avalia reduzir militares americanos na Alemanha.

A declaração veio em meio à guerra contra o Irã e à cobrança de Trump por apoio europeu. Além disso, o republicano deixou claro que não gostou da postura de países que, segundo ele, não ajudaram os Estados Unidos no conflito.

Na prática, Trump colocou Itália, Espanha e Alemanha no centro de uma crise diplomática. Portanto, a discussão já não trata apenas de bases militares, mas também de lealdade, custo de defesa e papel da Europa dentro da aliança ocidental.

Trump ameaça retirar tropas e aumenta pressão sobre a Otan

Ao ser perguntado por repórteres na Casa Branca se poderia fazer com Itália e Espanha o mesmo que avalia fazer com a Alemanha, Trump respondeu que “provavelmente” sim. Ele também criticou diretamente os dois países.

Segundo Trump, a Itália não ajudou os Estados Unidos. Já a Espanha, nas palavras dele, teve uma postura “horrível” diante das necessidades americanas no conflito contra o Irã.

Além disso, o presidente afirmou que os aliados não apareceram quando Washington precisou deles. No entanto, a cobrança vai além do discurso: Trump já sinalizou que pode mexer na presença militar americana na Europa.

Tropas americanas na Europa viram moeda de pressão

Os Estados Unidos mantêm milhares de militares em bases europeias. Segundo a Reuters, havia pouco mais de 68 mil militares americanos em serviço ativo permanente em bases dos EUA na Europa em dezembro de 2025.

A Alemanha concentra mais da metade desse contingente, com cerca de 36,4 mil militares. A Gazeta do Povo informou que a Espanha tem cerca de 3,2 mil soldados americanos, principalmente nas bases de Rota e Morón, enquanto a Itália abriga aproximadamente 12 mil.

Por outro lado, esses números também explicam por que a ameaça de Trump pesa tanto. Se Washington retirar parte das tropas, a segurança europeia sofrerá impacto imediato, especialmente em países que dependem da estrutura americana há décadas.

Espanha entrou na mira por causa da guerra contra o Irã

A Espanha virou um dos principais alvos da irritação de Trump. Desde o início da ofensiva contra o Irã, em 28 de fevereiro, o presidente americano reclama da falta de cooperação de Madri.

A Reuters informou que Trump já ameaçou impor um embargo comercial total à Espanha depois que o país recusou o uso de bases por militares americanos em missões ligadas aos ataques contra o Irã.

Além do mais, um memorando interno do Pentágono, revelado pela Reuters, apontou opções para punir aliados da Otan que não apoiaram operações americanas. Entre essas opções, apareceu até a possibilidade de suspender a Espanha da aliança.

Alemanha também sofre ameaça de redução militar

A Alemanha entrou no radar antes de Itália e Espanha. Na quarta-feira, Trump afirmou que seu governo avalia reduzir o número de tropas americanas em solo alemão e que uma decisão sairia em breve.

Ele também criticou o desempenho alemão. Segundo a Gazeta do Povo, Trump citou problemas de imigração, energia e Ucrânia ao falar do país europeu.

Entretanto, o recado parece maior do que uma bronca isolada contra Berlim. Trump quer mostrar que os Estados Unidos não pretendem bancar a defesa de aliados que, na visão dele, não ficam ao lado de Washington quando a crise aperta.

Trump cobra aliados e muda o tom da política externa

A ameaça contra Itália, Espanha e Alemanha combina com a linha “America First”. Trump cobra que aliados assumam custos, responsabilidades e riscos, em vez de dependerem automaticamente da proteção militar americana.

Para a direita, esse ponto tem peso político. Afinal, durante anos, muitos governos europeus trataram os Estados Unidos como guarda-chuva militar enquanto criticavam Washington em temas estratégicos.

Em contraste, Trump usa a presença militar como instrumento de negociação. Consequentemente, a Europa agora enfrenta uma pergunta incômoda: quer a proteção dos EUA, mas sem pagar o preço político de apoiar os EUA?

Crise pode redesenhar presença dos EUA na Europa

Se Trump avançar, a retirada de tropas pode mudar o mapa militar europeu. Bases na Alemanha, na Itália e na Espanha sustentam operações logísticas, aéreas e estratégicas dos Estados Unidos.

No entanto, a ameaça também pode funcionar como pressão diplomática. Trump costuma usar declarações duras para forçar aliados a cederem antes de uma decisão final.

Em conclusão, quando Trump ameaça retirar tropas, ele manda um recado direto à Otan: a era do cheque em branco americano pode estar acabando. Itália, Espanha e Alemanha agora precisam decidir se continuam no conforto da crítica fácil ou se assumem, de fato, o custo de estar ao lado dos Estados Unidos em momentos de guerra.

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