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Salário mínimo paulista vai subir para R$ 1.874 em projeto enviado por Tarcísio

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O salário mínimo paulista pode subir para R$ 1.874, caso a Assembleia Legislativa de São Paulo aprove o projeto enviado pelo governador Tarcísio de Freitas nesta quarta-feira, 29. A proposta aumenta o piso estadual em 3,9% sobre o valor atual, que é de R$ 1.804.

Além disso, o reajuste vale para mais de 70 categorias profissionais que não possuem salário definido por lei federal, convenção coletiva ou acordo coletivo. Portanto, o projeto mira trabalhadores que dependem do piso estadual para ter uma remuneração mínima garantida em São Paulo.

Salário mínimo paulista terá reajuste acima da inflação

O governo de São Paulo propôs elevar o salário mínimo paulista em 3,9%. No entanto, a inflação acumulada desde junho de 2025, quando o piso estadual recebeu a última atualização, chegou a 3,43%, segundo o IBGE citado pela reportagem.

Na prática, Tarcísio tenta mostrar que o reajuste fica acima da inflação do período. Consequentemente, o governo estadual vende a medida como ganho real para os trabalhadores.

Materiais divulgados pelo governo também destacam outro dado. Em quatro anos, a elevação do piso chegaria a R$ 590, o que representa alta de 46%.

Além disso, o governo afirma que o novo valor supera em 15% o salário mínimo nacional. Esse ponto tem peso político, porque São Paulo tenta se apresentar como estado que paga acima do piso federal.

Mais de 70 categorias podem receber o novo piso

O salário mínimo paulista vale para trabalhadores que não têm piso definido por legislação federal. Também alcança categorias sem convenção ou acordo coletivo.

Ao todo, mais de 70 profissões seguem a norma no estado de São Paulo. Portanto, o reajuste pode atingir diferentes áreas do mercado de trabalho paulista.

No ano passado, deputados estaduais aprovaram uma emenda que incluiu cuidadores de pessoas com deficiência entre os profissionais atendidos pelo mínimo paulista. Antes disso, em 2023, o grupo já havia sido ampliado com cuidadores de idosos.

Por outro lado, quem já recebe piso maior por acordo coletivo ou lei própria não entra nessa regra. A medida atende justamente quem fica sem proteção salarial específica.

Projeto de Tarcísio tramita em regime de urgência

Tarcísio enviou o projeto para a Assembleia Legislativa com requerimento de urgência. Com isso, a proposta passa a travar a pauta da Alesp depois de 45 dias, caso os deputados não votem o texto dentro desse prazo.

Esse tipo de urgência pressiona o Legislativo a analisar a matéria. Entretanto, a aprovação ainda depende dos deputados estaduais.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, afirmou no documento enviado à Alesp que o percentual de 3,9% seguiu o INPC acumulado no ano passado. Portanto, o governo defende que usou um critério técnico para calcular o reajuste.

Mesmo assim, o tema também tem leitura política. Afinal, aumento de salário mínimo sempre mexe com trabalhador, empresário e imagem de governo.

Governo também enviou outros projetos à Alesp

Além do salário mínimo paulista, Tarcísio encaminhou outros dois projetos à Assembleia Legislativa. Um deles concede abono complementar a servidores da administração direta e de autarquias estaduais que recebem abaixo do piso.

Segundo a reportagem, esse abono terá custo de R$ 6,5 milhões. No entanto, o objetivo é ajustar remunerações que fiquem abaixo do novo valor mínimo.

O outro projeto trata de contrapartidas financeiras ao Ministério Público de São Paulo pela efetivação de acordos extrajudiciais. A proposta nasceu no próprio MP e pode gerar até R$ 115 mil por acordo, a depender do valor envolvido, para cobrir “custos administrativos”.

Em conclusão, Tarcísio tenta emplacar uma agenda com impacto direto no bolso de trabalhadores e no funcionamento do Estado. O aumento do salário mínimo paulista deve virar vitrine política, especialmente porque São Paulo busca mostrar eficiência, reajuste acima da inflação e distância do piso nacional.

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