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Caso Banco Master: sem material contra Mendonça, ministros do STF devem voltar atenção para Nunes Marques

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O caso Banco Master ganhou um novo capítulo depois da análise de dados extraídos dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro. Até o momento, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que tiveram acesso ao conteúdo não encontraram material considerado comprometedor contra André Mendonça.

Segundo a Revista Oeste, essa ausência de elementos pode alterar o ambiente interno da Corte. A tendência relatada por interlocutores do veículo é de redução gradual da pressão sobre Mendonça e de maior atenção sobre o ministro Nunes Marques.

Caso Banco Master muda cenário envolvendo André Mendonça

Nas últimas semanas, André Mendonça enfrentou questionamentos dentro do próprio STF por causa dos procedimentos relacionados ao caso Banco Master.

Alexandre de Moraes chegou a pedir uma investigação sobre a atuação de Mendonça no episódio. Além disso, durante a sessão do STF de 15 de setembro, Moraes e Gilmar Mendes fizeram críticas ao ministro enquanto discutiam procedimentos relacionados ao caso.

No entanto, segundo a apuração publicada pela Oeste, os dados analisados até agora nos aparelhos de Daniel Vorcaro não apresentaram elementos capazes de dar novo impulso às suspeitas contra Mendonça.

Pressão sobre Mendonça pode perder força no STF

Interlocutores ouvidos pela publicação avaliam que novos ataques sem fatos adicionais poderiam ampliar o desgaste institucional do próprio Supremo.

Além disso, Mendonça mantém apoio de lideranças religiosas no Congresso Nacional. Conforme a reportagem, a mobilização da bancada evangélica produziu efeitos nos bastidores e ajudou a conter a ofensiva contra o ministro.

Portanto, a situação de Mendonça dentro do caso Banco Master passou por uma mudança relevante à medida que os investigadores e integrantes da Corte tiveram acesso ao conteúdo dos celulares.

Caso Banco Master coloca Nunes Marques sob maior atenção

Enquanto a pressão sobre Mendonça tende a diminuir, segundo os interlocutores citados pela Oeste, Nunes Marques pode enfrentar um cenário diferente.

Mensagens retiradas do celular de Vorcaro apresentam referências a Kevin Marques, filho do ministro. Em uma conversa divulgada pelo portal Metrópoles, um então diretor jurídico do Master mencionou pagamentos mensais de R$ 500 mil.

Kevin Marques nega ter recebido esse montante ou dinheiro diretamente de Vorcaro. Entretanto, ele confirmou que prestou serviços à Consult Inteligência Tributária e recebeu R$ 281,6 mil da empresa.

Banco Master transferiu R$ 6,6 milhões à Consult

Entre agosto de 2024 e julho de 2025, o Banco Master transferiu R$ 6,6 milhões para a Consult Inteligência Tributária, segundo as informações publicadas pela Oeste.

Outras conversas também apresentam referências às expressões “KN” e “Turma do KN”. Por outro lado, Nunes Marques nega ter favorecido o Banco Master e afirma que nunca autorizou terceiros a falarem em seu nome.

Consequentemente, essas informações passaram a integrar o debate sobre as relações investigadas no caso Banco Master, embora as pessoas mencionadas contestem irregularidades ou favorecimento.

Relação política de Nunes Marques também entra no radar

A atenção sobre Nunes Marques alcança ainda sua antiga relação política com o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Ciro participou politicamente da indicação do então desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região para a cadeira deixada por Celso de Mello no STF. Nunes Marques assumiu o posto, enquanto Ciro Nogueira se tornaria ministro-chefe da Casa Civil apenas no ano seguinte.

Além disso, Ciro também aparece nas investigações relacionadas ao caso Banco Master.

PF investiga suspeitas envolvendo Ciro Nogueira e Vorcaro

A Polícia Federal apura suspeitas de vantagens indevidas relacionadas ao senador e a Daniel Vorcaro.

A investigação já resultou em busca e apreensão e em bloqueio de bens e valores. Ciro Nogueira nega ter cometido qualquer irregularidade.

O ponto que acrescenta outro componente institucional ao episódio é que a investigação está justamente sob a relatoria do ministro André Mendonça no Supremo.

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