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Flávio supera Lula na avaliação do debate da Globo; veja os principais momentos

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Levantamento sobre o debate presidencial de 2026 mostra Flávio Bolsonaro com nota 6 entre independentes, contra 5,2 de Lula. Segurança pública, saúde, impostos e economia estiveram entre os principais assuntos do confronto.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu avaliação superior à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores independentes que participaram da análise do debate presidencial da TV Globo. Segundo levantamento da Quaest, divulgado neste sábado (24), Flávio alcançou nota 6, enquanto Lula registrou 5,2.

O confronto aconteceu na sexta-feira (23), no Rio de Janeiro, e reuniu os dois candidatos à Presidência da República. Além disso, o levantamento examinou as falas dos presidenciáveis ao longo do programa, identificando diferenças importantes na avaliação dos grupos políticos.

A análise integra a chamada Sala de Debate da Quaest, que acompanha a percepção dos participantes sobre cada intervenção dos candidatos. O estudo não representa uma pesquisa de intenção de voto, mas permite observar como diferentes segmentos avaliaram os argumentos apresentados.

Flávio Bolsonaro e Lula: veja as notas dos candidatos no debate da Globo

A avaliação da Quaest dividiu os participantes em cinco grupos: lulistas, esquerdistas, independentes, direitistas e bolsonaristas. Os resultados mostram diferenças expressivas conforme a identificação política dos participantes.

Entre os independentes, Flávio Bolsonaro recebeu nota 6, enquanto Lula ficou com 5,2. Já entre os eleitores identificados com a direita, o senador alcançou 7,4 pontos, contra 3,9 do presidente.

No grupo dos bolsonaristas, Flávio registrou nota 9, enquanto Lula recebeu 3. Por outro lado, o presidente obteve avaliações superiores nos segmentos identificados com a esquerda.

Confira os números divulgados:

Grupo de eleitoresFlávio BolsonaroLula
Lulistas3,48,7
Esquerdistas4,26,5
Independentes6,05,2
Direitistas7,43,9
Bolsonaristas9,03,0

Os dados revelam como a identificação política influenciou a avaliação do confronto. Entretanto, as notas não permitem concluir que os participantes mudarão seus votos depois do debate.

Flávio Bolsonaro recebe nota 8,1 ao falar sobre SUS, corrupção e impostos

Um dos momentos mais bem avaliados de Flávio Bolsonaro ocorreu durante o segundo bloco do debate presidencial.

Na ocasião, Lula questionou o adversário sobre suas propostas para a saúde pública. Flávio respondeu que pretendia promover um corte na corrupção, na burocracia e nos impostos.

O senador também criticou a administração do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele mencionou problemas relacionados à falta de medicamentos e às filas para consultas e atendimentos especializados.

A intervenção recebeu nota geral de 8,1 na análise da Quaest. Entre os independentes, a avaliação chegou a 6,7.

Além disso, os participantes identificados com a direita atribuíram nota 7,9 à resposta. Entre os bolsonaristas, o desempenho alcançou 9 pontos.

Economia, salário mínimo e poder de compra entram no debate entre Flávio Bolsonaro e Lula

Outro momento analisado pela Quaest envolveu a situação econômica do Brasil e o poder de compra dos trabalhadores.

Ao responder a uma pergunta de Lula sobre o salário mínimo, Flávio Bolsonaro criticou a condução da economia pelo governo federal. O senador afirmou que as famílias brasileiras enfrentam dificuldades financeiras e relacionou o cenário aos gastos públicos e à taxa de juros.

A fala recebeu nota 8,6 entre os bolsonaristas e 6,5 entre os participantes identificados com a direita.

O episódio colocou em discussão temas como renda familiar, inflação, juros e despesas governamentais. Entretanto, a avaliação divulgada reflete a percepção dos participantes sobre a argumentação do candidato, não uma análise independente dos indicadores econômicos.

Lula recebe nota 7,8 após comentário de Flávio sobre seus dedos

O presidente Lula também protagonizou um dos momentos de maior repercussão do debate presidencial. Além disso, o episódio provocou uma troca de declarações entre os candidatos durante o confronto.

Durante o segundo bloco, Flávio Bolsonaro utilizou a expressão “nove dedos” ao se referir ao petista. Em resposta, Lula relembrou o acidente de trabalho que sofreu aos 17 anos, quando perdeu parte do dedo mínimo da mão esquerda. Dessa forma, o presidente aproveitou a ocasião para recordar um episódio marcante de sua trajetória pessoal.

O presidente aproveitou o episódio para destacar sua trajetória pessoal e sua relação com os trabalhadores brasileiros.

A resposta recebeu nota geral de 7,8, segundo a Quaest. Entre os eleitores independentes, Lula alcançou 6,5 pontos nessa intervenção.

Posteriormente, Flávio pediu desculpas pela expressão e direcionou a discussão para outros temas sociais. O senador mencionou o crescimento da população em situação de rua e o programa Bolsa Família.

Essa resposta recebeu nota 5,5 entre independentes, 6,5 entre direitistas e 7,7 entre bolsonaristas.

Debate da Globo: Quaest aponta diferenças nas avaliações sobre segurança pública e infraestrutura

Além de examinar as falas individualmente, a Quaest também organizou o desempenho dos candidatos por assunto. Dessa forma, o levantamento permitiu identificar diferenças nas avaliações de cada tema discutido durante o debate presidencial.

Segundo o relatório, Flávio Bolsonaro recebeu avaliações superiores nas discussões sobre política e alianças, segurança pública, infraestrutura e mobilidade. Além disso, o senador também se destacou nas avaliações relacionadas à assistência social e à pobreza.

Lula, por sua vez, apresentou avaliações superiores nas discussões relacionadas a emprego e renda, saúde, agronegócio, indústria e desenvolvimento.

Outros temas registraram avaliações mais equilibradas entre os dois presidenciáveis.

Entre eles estavam corrupção e integridade, economia e custo de vida, além de educação.

A classificação temática permite identificar os assuntos nos quais os participantes avaliaram melhor cada candidato. Portanto, os resultados ajudam a contextualizar as diferentes reações ao debate, sem estabelecer uma medida definitiva sobre a qualidade das propostas apresentadas.

Pesquisa Quaest sobre Flávio Bolsonaro e Lula não mede intenção de voto

Apesar da repercussão dos números, existe uma diferença importante entre a Sala de Debate e uma pesquisa eleitoral tradicional.

A Quaest esclarece que o levantamento não mede intenção de voto e não deve servir como projeção do resultado das eleições presidenciais de 2026.

A metodologia atribui notas de zero a dez às intervenções dos candidatos. Além disso, cada fala recebe um comentário, enquanto a nota geral considera uma média ponderada pelos pesos dos diferentes segmentos político-identitários.

Consequentemente, uma avaliação positiva durante o debate não significa necessariamente que o eleitor pretende votar naquele candidato.

O estudo também não permite afirmar quantos eleitores mudaram de preferência após assistir ao confronto.

Eleições 2026: avaliação do debate entre Flávio Bolsonaro e Lula movimenta discussão política

O último debate presidencial da TV Globo ocorreu em um momento decisivo do calendário eleitoral, poucos dias antes do segundo turno.

Nesse contexto, os candidatos aproveitaram o confronto para apresentar propostas, questionar a gestão pública e, além disso, discutir assuntos diretamente relacionados ao cotidiano dos brasileiros.

Entre os principais temas abordados estiveram segurança pública, saúde e economia. Além disso, os presidenciáveis discutiram impostos, emprego e programas sociais, ampliando o debate sobre os desafios enfrentados pela população brasileira.

O levantamento da Quaest registrou uma avaliação de 6 pontos para Flávio Bolsonaro e 5,2 para Lula entre os independentes participantes da análise.

Por outro lado, o presidente apresentou notas superiores nos segmentos lulista e esquerdista, evidenciando diferenças de percepção entre os grupos analisados.

A avaliação também mostrou que intervenções específicas receberam notas diferentes das avaliações por segmento. Assim, os resultados oferecem um retrato das reações ao debate, mas não substituem pesquisas eleitorais realizadas com metodologia própria para medir intenção de voto.

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