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Ex-ministros de Lula e Dilma surpreendem e declaram apoio a Flávio Bolsonaro às vésperas do 2º turno

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Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger, que ocuparam cargos importantes nos governos do PT, anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro após reunião reservada em São Paulo. Encontro abordou economia, soberania nacional, Amazônia e política externa.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu o apoio de dois ex-ministros dos governos de Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial de 2026. Aldo Rebelo (DC) e Roberto Mangabeira Unger decidiram apoiar o candidato do PL no segundo turno, marcado para domingo (25).

A aproximação ocorreu durante uma reunião reservada na quarta-feira (21), no aeroporto de Jundiaí, em São Paulo. Além disso, o encontro reuniu discussões sobre crescimento econômico, defesa nacional, preservação da Amazônia e relações internacionais.

A informação foi divulgada pelo Poder360 neste sábado (24), com detalhes de declarações concedidas à Folha de S.Paulo. Os apoios chamam atenção pelas trajetórias dos dois ex-ministros, que ocuparam posições importantes em administrações petistas.

Ex-ministros de Lula e Dilma anunciam apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger possuem trajetórias políticas ligadas a governos comandados pelo Partido dos Trabalhadores. Entretanto, ambos decidiram apoiar Flávio Bolsonaro na disputa presidencial contra Lula.

Aldo Rebelo construiu grande parte de sua carreira política no PCdoB. Além disso, presidiu a Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007, período em que ganhou projeção nacional.

Durante o governo Lula, Aldo comandou a Coordenação Política. Posteriormente, nas administrações de Dilma Rousseff, ocupou os ministérios do Esporte, da Ciência e Tecnologia e da Defesa.

Roberto Mangabeira Unger, por sua vez, é professor de Direito na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O acadêmico também comandou a Secretaria de Assuntos Estratégicos durante os governos de Lula e Dilma.

Portanto, os dois ex-integrantes das administrações petistas chegam ao segundo turno com uma posição política diferente daquela associada a suas experiências anteriores no governo federal.

Aldo Rebelo participou da campanha de Ronaldo Caiado antes de apoiar Flávio Bolsonaro

A trajetória recente de Aldo Rebelo também inclui sua participação em outros projetos políticos para as eleições presidenciais de 2026.

Inicialmente, o ex-ministro apresentou seu nome como pré-candidato à Presidência pelo Democracia Cristã (DC). Além disso, em julho, assumiu a coordenação política da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD).

Antes dessa aproximação, Aldo havia defendido a construção de uma alternativa à polarização entre os principais grupos políticos brasileiros.

Entretanto, com a chegada do segundo turno, o ex-ministro decidiu declarar apoio a Flávio Bolsonaro.

A mudança ocorre em um momento no qual lideranças de diferentes partidos discutem seus posicionamentos diante da disputa presidencial.

Flávio Bolsonaro discute economia e soberania nacional com ex-ministros de Lula

A reunião entre Flávio Bolsonaro, Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger ocorreu no aeroporto de Jundiaí, no interior paulista.

Segundo Aldo, o próprio senador solicitou o encontro. A conversa durou aproximadamente uma hora e abordou temas considerados estratégicos para o Brasil.

Entre os principais assuntos estavam crescimento econômico, Amazônia, defesa nacional e política externa. Além disso, os participantes discutiram questões relacionadas à soberania brasileira.

De acordo com o relato de Aldo à Folha de S.Paulo, Flávio afirmou que levaria as ideias apresentadas em consideração.

O encontro, portanto, teve como foco a discussão de propostas e compromissos relacionados à condução de políticas nacionais.

Aldo Rebelo nega negociação de cargos em eventual governo Flávio Bolsonaro

Após a divulgação do encontro, Aldo Rebelo também esclareceu questões relacionadas à possibilidade de integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

O ex-ministro negou qualquer negociação envolvendo cargos públicos. Além disso, descartou ter recebido convite para comandar o Ministério do Meio Ambiente.

Aldo afirmou que a reunião tratou de assuntos políticos e estratégicos, especialmente relacionados à soberania nacional.

Dessa forma, segundo sua versão, a conversa não envolveu acordos para distribuição de ministérios ou funções administrativas.

A declaração busca esclarecer a natureza do encontro realizado poucos dias antes da votação presidencial.

Aliado de Ciro Gomes também declara apoio a Flávio Bolsonaro nas eleições 2026

Outro nome que manifestou apoio a Flávio Bolsonaro foi o professor de filosofia Gustavo Castañon, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Castañon mantém proximidade política com Ciro Gomes (PSDB). Entretanto, esclareceu que sua decisão representa uma posição pessoal e não uma manifestação em nome do ex-governador.

O professor também esteve no aeroporto de Jundiaí durante o encontro entre Flávio e os ex-ministros. No entanto, não participou da conversa reservada entre os três.

Segundo Castañon, Aldo Rebelo e Mangabeira Unger buscavam compromissos do candidato sobre a defesa da soberania brasileira.

Além disso, o professor explicou que sua adesão à candidatura de Flávio Bolsonaro tem como principal motivação sua oposição ao Partido dos Trabalhadores.

Professor defende independência do Brasil diante dos Estados Unidos e da China

Durante suas declarações, Gustavo Castañon também abordou a relação entre a família Bolsonaro e o presidente norte-americano Donald Trump, do Partido Republicano.

O professor defendeu que o Brasil mantenha autonomia em suas relações internacionais. Além disso, ressaltou a importância de preservar a independência nacional diante dos Estados Unidos e da China.

Como exemplo, mencionou a viagem de Jair Bolsonaro à Rússia para discutir o fornecimento de fertilizantes.

Segundo Castañon, o episódio demonstra a possibilidade de o Brasil manter relações comerciais e diplomáticas com diferentes países.

O professor também afirmou que não se considera bolsonarista. Entretanto, reconheceu que seu posicionamento eleitoral poderá levar outras pessoas a identificá-lo dessa maneira.

Além do mais, informou que deixou recentemente o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Ciro Gomes ainda não declarou voto no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro

Apesar da manifestação de Gustavo Castañon, o posicionamento de Ciro Gomes permanece distinto.

O professor destacou que não representa o ex-governador nas discussões políticas envolvendo a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Segundo a reportagem do Poder360, a campanha do senador procurou Ciro Gomes. Entretanto, até a publicação da notícia, ele não havia anunciado apoio a nenhum dos candidatos no segundo turno.

Ciro disputou o governo do Ceará nas eleições de 2026. No entanto, perdeu a disputa para Elmano de Freitas (PT), que conquistou a reeleição.

O candidato petista recebeu 53,19% dos votos válidos. Por outro lado, Ciro Gomes terminou a eleição com 46,22%.

Consequentemente, o posicionamento do ex-governador na eleição presidencial ainda não estava definido publicamente no momento da reportagem.

Apoios políticos entram na discussão da reta final das eleições presidenciais de 2026

A declaração de apoio de Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger ocorre às vésperas da votação do segundo turno presidencial.

O anúncio reúne personagens com trajetórias diferentes, incluindo antigos integrantes dos governos petistas e um aliado de Ciro Gomes.

Além disso, a reunião destacou assuntos como desenvolvimento econômico, política externa, defesa nacional e soberania brasileira.

Embora os apoios representem decisões políticas individuais, eles não permitem determinar mudanças na intenção de voto do eleitorado.

Em conclusão, a movimentação acrescenta um novo capítulo às articulações políticas entre Flávio Bolsonaro e Lula na reta final das eleições de 2026.

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