Brasil
PF avalia bloquear bens e contas bancárias de Flávio Bolsonaro para forçar retorno ao Brasil
A Polícia Federal (PF) avalia solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de bens e contas bancárias de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida teria como objetivo pressionar o senador a retornar ao Brasil depois de sua saída do país, apesar de uma decisão judicial que restringia viagens internacionais.
Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (28), investigadores estudam solicitar a indisponibilidade do patrimônio e de valores financeiros do parlamentar. A estratégia é descrita nas reportagens como uma forma de pressão financeira.
Além disso, a Polícia Federal analisa a possibilidade de pedir a prisão preventiva do senador. Entretanto, até as informações consultadas, não havia confirmação de que a Justiça tivesse decretado sua prisão ou autorizado o novo bloqueio patrimonial.
Jornal Diário do Povo
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Polícia Federal estuda bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro após saída do país
A possível medida ocorre depois de Flávio Bolsonaro deixar o Brasil, contrariando uma determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Na segunda-feira (26), Moraes ordenou que o parlamentar entregasse seus passaportes à Polícia Federal. Além disso, proibiu o senador de sair do território brasileiro.
A decisão integra uma investigação conduzida pelo STF sobre suspeitas de irregularidades financeiras.
No entanto, Flávio não entregou os documentos dentro do prazo estabelecido. Consequentemente, a Polícia Federal adotou providências para cancelar seus passaportes.
Agora, os investigadores avaliam medidas patrimoniais para tentar garantir o cumprimento das determinações judiciais.
Bloqueio de bens pode atingir contas bancárias e patrimônio do senador
O eventual pedido da Polícia Federal poderá envolver contas bancárias, valores financeiros e outros bens de Flávio Bolsonaro.
Segundo as informações publicadas, os investigadores consideram uma estratégia conhecida como asfixia financeira.
A intenção seria limitar o acesso do senador aos recursos mantidos no Brasil e aumentar a pressão para seu retorno.
Entretanto, a Polícia Federal ainda precisaria apresentar os fundamentos jurídicos de uma eventual solicitação ao STF.
Além disso, caberia ao ministro responsável pelo processo analisar a legalidade, a necessidade e a proporcionalidade da medida.
O bloqueio de bens não representa, por si só, uma condenação criminal.
Investigação de Flávio Bolsonaro envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas
O inquérito que envolve Flávio Bolsonaro também investiga o empresário e advogado Willer Tomaz.
Segundo as informações divulgadas, os investigadores apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas esportivas.
O ministro Alexandre de Moraes conduz o caso no Supremo Tribunal Federal.
Além disso, a investigação já resultou em medidas patrimoniais contra Willer Tomaz, que também se encontra nos Estados Unidos.
As suspeitas permanecem sob investigação e não equivalem à comprovação de crimes.
Moraes determinou bloqueio de até R$ 6 bilhões contra Willer Tomaz
Na semana anterior, Alexandre de Moraes determinou medidas cautelares contra o advogado Willer Tomaz.
A decisão incluiu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial do investigado.
Além disso, o ministro autorizou o sequestro e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis até o limite de R$ 6 bilhões.
Agora, a Polícia Federal avalia solicitar providências semelhantes contra Flávio Bolsonaro.
Entretanto, o valor de R$ 6 bilhões corresponde ao limite da medida contra Willer Tomaz. Isso não significa que o senador possua esse patrimônio ou que o STF já tenha determinado bloqueio equivalente contra ele.
A investigação também considera a relação entre os dois envolvidos e possíveis movimentações financeiras sob apuração.
Agência Brasil
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PF avalia pedir prisão preventiva de Flávio Bolsonaro e inclusão na Interpol
A possibilidade de bloqueio patrimonial não representa a única providência em discussão.
A Polícia Federal também avalia solicitar a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro depois do descumprimento da ordem judicial.
No domingo (25), após o segundo turno das eleições presidenciais, os investigadores já haviam comunicado ao STF a existência de risco de saída do parlamentar do Brasil.
Naquele momento, a PF preferiu propor medidas cautelares menos graves, como a entrega dos passaportes.
Além disso, os investigadores solicitaram restrições ao contato entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz.
Entretanto, a saída do senador do país levou a Polícia Federal a reavaliar as alternativas disponíveis.
Interpol poderá receber pedido de inclusão de Flávio Bolsonaro
Caso Alexandre de Moraes determine a prisão preventiva, as autoridades brasileiras poderão solicitar a inclusão do nome do senador em uma difusão vermelha da Interpol.
Esse mecanismo permite comunicar às autoridades de outros países a existência de uma ordem de prisão.
No entanto, a difusão vermelha não representa um mandado internacional de prisão com execução automática.
Cada país precisa analisar o pedido conforme suas próprias leis e os tratados aplicáveis.
Além disso, os investigadores consideram que uma eventual ordem de prisão pode enfrentar dificuldades práticas caso Flávio permaneça nos Estados Unidos.
O governo norte-americano, segundo as reportagens, sinalizou autorização para a permanência do senador e de seus familiares no país.
Deputados do PT também pedem bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro ao STF
A discussão sobre o patrimônio do senador também chegou ao Supremo Tribunal Federal por iniciativa de parlamentares da esquerda.
Na terça-feira (27), os deputados Lindbergh Farias, Alencar Santana e Rogério Correia, todos do PT, apresentaram um pedido de bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro.
Os parlamentares solicitaram a indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de R$ 6 bilhões.
Além disso, pediram que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre a solicitação em até 24 horas.
Os deputados argumentaram que a saída do país e o descumprimento da ordem de entrega dos passaportes justificariam novas medidas cautelares.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) também apresentou um pedido de bloqueio de bens e contas bancárias do senador e de sua esposa, Fernanda Bolsonaro.
Metrópoles
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Pedidos de bloqueio ainda dependem de decisão judicial
Apesar das solicitações apresentadas por parlamentares, o bloqueio patrimonial depende de análise do Supremo Tribunal Federal.
A eventual indisponibilidade de bens exige fundamentação jurídica e respeito às garantias previstas na legislação brasileira.
Por outro lado, os autores dos pedidos sustentam que as medidas ajudariam a preservar a investigação e evitar possíveis movimentações patrimoniais.
Até as informações consultadas, não havia confirmação de decisão definitiva sobre esses novos requerimentos.
Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos: viagem provoca novos desdobramentos no STF
A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil ocorreu poucos dias depois do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o senador seguiu para os Estados Unidos, onde seu irmão Eduardo Bolsonaro já estava.
A coluna da jornalista Bela Megale informou que Eduardo teria participado da articulação da viagem junto a autoridades norte-americanas, conforme relatos de pessoas próximas à família.
Além disso, Eduardo teria viajado do Texas à Flórida acompanhado da esposa e dos filhos para receber o irmão.
As autoridades brasileiras também realizaram diligências para reconstruir o trajeto utilizado pelo senador ao deixar o país.
Rogério Marinho teria sido um dos últimos aliados a conversar com Flávio
Segundo relatos publicados pela imprensa, o senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, esteve entre os últimos aliados a receber uma mensagem do parlamentar.
O contato teria ocorrido na manhã de terça-feira (27), antes de Flávio deixar de responder às comunicações.
Na segunda-feira, o senador também havia conversado com aliados e advogados sobre sua situação judicial e os próximos passos políticos.
Além disso, existia a expectativa de uma reunião com deputados e senadores do PL na semana seguinte para organizar a atuação da oposição.
Entretanto, a viagem internacional alterou o cenário político e jurídico do parlamentar.
Agora, a Polícia Federal analisa novas medidas, enquanto o Supremo Tribunal Federal poderá decidir sobre pedidos de bloqueio patrimonial e outras restrições.
O ponto central é que o bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro ainda aparece como uma possibilidade em avaliação, e não como uma decisão judicial já executada.
Os próximos desdobramentos dependerão dos pedidos apresentados pelos investigadores, das manifestações das partes e das decisões do STF.