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Flávio Bolsonaro nos EUA faz bate e volta antes de reunião entre Lula e Trump

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Flávio Bolsonaro nos EUA virou assunto político às vésperas da reunião entre Lula e Donald Trump, marcada para quinta-feira, 7 de maio, em Washington. O senador e pré-candidato à Presidência viajou no domingo, 3 de maio, e deve ficar no país até esta quarta-feira, 6 de maio.

A agenda foi classificada como “missão política ou cultural”. Além disso, Flávio apresentou requerimento ao Senado em 29 de abril para se licenciar do mandato sem ônus para a Casa.

Portanto, a viagem acontece em um momento simbólico. Enquanto Lula prepara encontro com Trump, Flávio movimenta sua própria agenda nos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro nos EUA teve agenda com empresários

Flávio Bolsonaro nos EUA se reuniu com empresários norte-americanos em Miami na noite de segunda-feira, 4 de maio. Mais cedo, ele também apareceu ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal pelo PL de São Paulo.

Eduardo publicou uma foto nas redes sociais ao lado de Flávio. Na imagem, ele exibe uma camisa com os rostos do senador e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No entanto, Flávio não publicou nada em seu próprio perfil sobre a ida aos Estados Unidos até o momento citado pela reportagem. Essa discrição chamou atenção justamente por causa do calendário político apertado.

Viagem ocorre antes do encontro entre Lula e Trump

O detalhe mais importante está no timing. A ida de Flávio Bolsonaro nos EUA ocorre poucos dias antes da reunião entre Lula e Trump, marcada para 7 de maio.

Esse encontro tem peso diplomático e político. Afinal, Lula passou os últimos meses elevando críticas ao presidente americano, especialmente por causa da guerra no Oriente Médio.

Segundo o Poder360, Lula chegou a dizer que Trump “não foi eleito imperador do mundo”. Entretanto, integrantes do governo brasileiro ainda consideram a reunião importante para a relação bilateral.

Eduardo Bolsonaro criticou viagem de Lula

Eduardo Bolsonaro também entrou no debate. Na segunda-feira, ele afirmou, sem apresentar provas, que Lula iria aos Estados Unidos para “fazer lobby para proteger CV e PCC”, segundo registrou o Poder360.

A fala se refere ao temor do governo brasileiro de que os Estados Unidos classifiquem facções como Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas. Consequentemente, um tema de segurança pública interna poderia virar problema diplomático, financeiro e institucional para o Brasil.

Por outro lado, a preocupação revela algo incômodo. O crime organizado brasileiro já ganhou tamanho suficiente para entrar no radar internacional.

Flávio participou de culto antes da viagem

Antes de embarcar, Flávio participou de um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo. O convite partiu do pastor Silas Malafaia.

O evento ocorreu após divergências públicas entre Malafaia e Flávio durante a definição da candidatura presidencial pelo PL. Além disso, Malafaia fez oração por políticos e voltou a criticar o governo federal.

Em contraste com o discurso de setores que tentam afastar cristãos da política, o culto mostrou novamente a força do eleitorado evangélico na direita. E, gostem ou não, esse público terá peso em 2026.

Pesquisa mostra disputa apertada com Lula

A viagem também acontece em meio à movimentação eleitoral. Uma pesquisa Real Time Big Data divulgada em 5 de maio mostrou Lula à frente de Flávio no primeiro turno, com 40% contra 34%.

No segundo turno, porém, o cenário aparece em empate técnico. Flávio registra 44%, enquanto Lula marca 43%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Além disso, o levantamento ouviu 2.000 pessoas entre 2 e 4 de maio e informou nível de confiança de 95%. Portanto, a corrida presidencial segue aberta e altamente polarizada.

Agenda internacional pode reforçar imagem presidencial

A presença de Flávio Bolsonaro nos EUA ajuda o senador a ocupar espaço em uma pauta de política externa. Isso importa porque ele tenta se consolidar como nome nacional do PL para 2026.

No entanto, a viagem também gera cobranças. O eleitor vai querer saber qual foi o objetivo concreto da agenda, quem participou das reuniões e qual ganho político ela pode trazer.

Em conclusão, Flávio fez um bate e volta aos Estados Unidos enquanto Lula se prepara para encontrar Trump. A agenda mistura pré-campanha, diplomacia, segurança pública e disputa direta pelo comando da direita. Como sempre em Brasília, nada acontece fora do calendário político por acaso.

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