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Irmão de Flávio Dino assume vice-presidência de conselho do MPF e pode analisar caso Gonet
O irmão de Flávio Dino no MPF, Nicolao Dino, assumiu a vice-presidência do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF). O subprocurador-geral da República ocupa agora o segundo posto mais alto do colegiado, logo abaixo do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A mudança chama atenção também pelo momento em que ocorreu. Nicolao assumiu o cargo em 1º de setembro, mesmo dia da divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens envolvendo Gonet e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Além disso, o irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal poderá assumir interinamente a presidência do Conselho caso o colegiado analise um eventual pedido de investigação contra Gonet. Isso acontece porque o procurador-geral não poderá conduzir um procedimento que tenha ele próprio como alvo.
Irmão de Flávio Dino no MPF assume cargo estratégico
Nicolao Dino ocupa o cargo de subprocurador-geral da República e agora passa a exercer a vice-presidência do CSMPF. Paulo Gonet, por sua vez, ocupa a presidência do Conselho.
O irmão de Flávio Dino no MPF ganhou, portanto, uma função importante dentro da estrutura superior do Ministério Público Federal. O Conselho possui atribuições que podem ganhar especial relevância diante das recentes revelações envolvendo o procurador-geral.
No entanto, a posse de Nicolao Dino coincidiu justamente com a divulgação do relatório da PF sobre mensagens relacionadas a Gonet e Daniel Vorcaro. O banqueiro tornou-se personagem central nas investigações relacionadas ao Banco Master.
Conselho do MPF pode analisar investigação contra Paulo Gonet
O ministro André Mendonça, relator do inquérito, pediu explicações à Procuradoria-Geral da República depois da divulgação do relatório. Gonet respondeu ao ministro e pediu a anulação do documento elaborado pela Polícia Federal.
Segundo o procurador-geral, a ordem para aprofundar a apuração seria ilegal. Gonet argumentou que a investigação não teria respeitado o procedimento previsto para apurar autoridades que possuem foro no Supremo Tribunal Federal.
Além disso, Gonet sustentou que os elementos reunidos no procedimento seriam nulos. A discussão, consequentemente, abriu um novo capítulo na crise envolvendo as investigações conduzidas sob a relatoria de André Mendonça.
Irmão de Flávio Dino pode presidir análise sobre Gonet
Caso surja uma eventual investigação contra Paulo Gonet, o próprio procurador-geral não poderá comandar a análise sobre sua conduta. Nessa situação, o procedimento seguirá para o Conselho Superior do Ministério Público Federal sem a participação de Gonet.
É justamente nesse ponto que a posição ocupada pelo irmão de Flávio Dino no MPF ganha relevância. Durante o impedimento de Gonet, Nicolao Dino deverá presidir interinamente o colegiado.
Portanto, caberá ao Conselho decidir inicialmente se admite ou não um eventual pedido de investigação. Se o colegiado aceitar a apuração, também deverá designar o procurador responsável por conduzir o caso.
Nicolao Dino poderá comandar o Conselho interinamente
A possibilidade coloca Nicolao Dino em posição de destaque justamente em um momento delicado para o Ministério Público Federal. Seu irmão, Flávio Dino, atualmente integra o STF.
O irmão de Flávio Dino no MPF não assumiria a investigação pessoalmente apenas por ocupar a vice-presidência. O papel previsto, conforme a reportagem, seria presidir interinamente o Conselho durante o impedimento de Gonet.
Além disso, o colegiado é quem decidirá sobre a admissibilidade do pedido. Caso dê prosseguimento, o Conselho escolherá o membro do Ministério Público responsável pela investigação.
Caso Gonet e Vorcaro aumenta pressão sobre o MPF
O contexto da mudança no Conselho ganhou importância depois que vieram a público mensagens envolvendo Paulo Gonet e Daniel Vorcaro. O relatório da Polícia Federal provocou reação imediata do procurador-geral.
Gonet pediu a anulação do documento e contestou a legalidade do aprofundamento da investigação. André Mendonça, entretanto, havia solicitado explicações à PGR sobre o conteúdo revelado.
Por outro lado, uma eventual apuração contra o procurador-geral cria uma situação institucional específica. Como Gonet preside o CSMPF, seu impedimento levaria Nicolao Dino ao comando temporário do colegiado.
Irmão de Flávio Dino no MPF entra no centro da discussão
A coincidência das datas chama atenção no cenário político. Nicolao Dino assumiu a vice-presidência em 1º de setembro, justamente quando o relatório envolvendo Gonet e Vorcaro veio a público.
Isso não significa, por si só, que exista irregularidade na escolha de Nicolao Dino. No entanto, sua nova função passa a ter importância concreta diante da possibilidade de o Conselho precisar deliberar sobre uma investigação contra seu presidente.
Além do mais, o episódio reúne personagens que ocupam posições centrais nas instituições brasileiras: André Mendonça no STF, Paulo Gonet na PGR e Nicolao Dino no CSMPF. O parentesco deste último com Flávio Dino acrescenta um componente político que inevitavelmente desperta atenção pública.
Conselho Superior do MPF decidirá eventual pedido de investigação
O procedimento possui etapas definidas. Se houver um pedido de investigação contra Gonet, o Conselho Superior terá de decidir se aceita a abertura da apuração.
Durante esse processo, Gonet ficará fora da condução do caso por ser diretamente interessado. Consequentemente, Nicolao Dino poderá ocupar a presidência interina do órgão enquanto o Conselho toma suas decisões.
Em conclusão, o irmão de Flávio Dino no MPF assume uma posição de grande responsabilidade justamente quando o Ministério Público enfrenta um caso sensível envolvendo seu principal comandante. Os próximos passos dependerão de eventual pedido de investigação e da decisão do próprio CSMPF sobre a admissibilidade da apuração.