Siga-nos

Brasil

Mãe e irmãs de Deolane entram na mira da polícia por lavagem de dinheiro ligado ao PCC

Publicado

em

A investigação sobre lavagem de dinheiro envolvendo Deolane Bezerra ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, 8 de junho. Agora, a Polícia Civil de São Paulo mira também a mãe e as irmãs da influenciadora.

Segundo as informações divulgadas, Daniele Bezerra Santos, Dayanne Bezerra Santos e Solange Alves Bezerra aparecem no radar dos investigadores. Elas são irmã, irmã e mãe de Deolane, respectivamente.

O caso faz parte dos novos desdobramentos da Operação Vérnix. Além disso, a apuração busca entender se empresas ligadas à família teriam servido para movimentar valores de origem ilícita.

Lavagem de dinheiro: investigação mira empresas ligadas à família de Deolane

A Polícia Civil investiga se as três mulheres integram uma rede com empresas de fachada. O objetivo, segundo a apuração, seria dar aparência legal a dinheiro ligado ao crime organizado.

Entre os negócios citados está a DSDD Cobranças e Informações Cadastrais Ltda. Daniele aparece como administradora da empresa.

Dayanne e Solange também aparecem como sócias. Portanto, os investigadores analisam a movimentação dessas empresas para identificar possíveis conexões financeiras.

O caso chama atenção porque envolve influenciadores, empresas, dinheiro e suspeitas de ligação com o PCC. No entanto, até o momento, a investigação ainda não detalhou valores movimentados pelas empresas.

Também não há descrição pública do papel específico da mãe e das irmãs no suposto esquema. Por outro lado, a entrada delas na mira da polícia mostra que a apuração avançou para além da figura de Deolane.

Deolane foi presa em maio durante a Operação Vérnix

Deolane Bezerra foi detida em 21 de maio. A investigação aponta suspeita de que ela teria atuado na lavagem de dinheiro da família de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Marcola é apontado como líder do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Além disso, o Ministério Público afirma enxergar proximidade entre Deolane e familiares do criminoso.

As defesas negam essa relação. Portanto, o caso ainda precisa passar pelo devido processo legal, com análise de provas, manifestações da defesa e decisões judiciais.

Ainda assim, o episódio reforça um problema grave no Brasil. O crime organizado não vive apenas nos becos, nos presídios e nas comunidades dominadas pelo tráfico.

Consequentemente, as autoridades investigam cada vez mais empresas, intermediários, laranjas e operadores financeiros. O dinheiro do crime precisa circular, parecer limpo e entrar no mercado formal.

Lavagem de dinheiro e empresas sob suspeita: contador e operador entram no caso

O inquérito também cita o contador Eduardo Affonso Rodrigues. Ele já foi indiciado e aparece ligado a empresas analisadas pelos investigadores.

A polícia também menciona Everton de Souza, conhecido como Player. Ele é apontado como suposto operador financeiro do esquema.

E-mails e interceptações telefônicas mostram contatos entre os envolvidos, segundo a investigação. Além disso, esses elementos ajudariam a montar o quadro de uma rede voltada à lavagem de dinheiro.

Os investigadores também citam Francisca Alves da Silva, conhecida como Preta. Ela é mulher de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, irmão de Marcola.

Segundo a apuração, Rodrigues abriu uma empresa para Francisca. A companhia, chamada FA Silva Consultoria em Gestão Empresarial Ltda., fica em Pacaembu, no interior paulista.

O endereço chamou a atenção da polícia. A sede da empresa fica a mais de 600 quilômetros do endereço de Francisca, localizado em São Paulo.

Defesa nega acusação genérica contra mãe e irmãs de Deolane

A defesa da família de Deolane contesta as suspeitas. O advogado Aury Lopes afirma que, em relação à mãe e às irmãs da influenciadora, existem apenas afirmações genéricas até agora.

Ele também diz que elas possuem empresas e algumas sociedades em comum. Entretanto, sustenta que tudo será esclarecido dentro do devido processo.

Segundo a defesa, não houve imputação formal contra mãe e irmãs até o momento. Além disso, Dayanne Bezerra tem usado as redes sociais para criticar a atuação policial e defender a irmã.

A defesa de Marcola, Marcolinha, Francisca, Leonardo e Paloma também se manifestou. Os advogados afirmam que acompanham os atos investigativos e adotam medidas jurídicas para garantir os direitos dos clientes.

Também destacam que o indiciamento não significa reconhecimento de culpa. Esse ponto é importante, porque a Constituição garante a presunção de inocência.

Por outro lado, a sociedade tem o direito de acompanhar investigações desse tamanho. Quando há suspeita de crime organizado, lavagem de dinheiro e uso de empresas, o assunto precisa de luz.

Operação Vérnix já tem vários indiciados

A Operação Vérnix já resultou no indiciamento de Deolane, Marcola, Marcolinha, Everton, Eduardo e dois sobrinhos de Marcola.

Os sobrinhos citados são Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho. Além do mais, Deolane é acusada de ter usado a empresa Lado a Lado.

A Lado a Lado é uma transportadora sediada em Presidente Prudente. Segundo a acusação, a empresa teria servido para lavar dinheiro da facção criminosa.

Em conclusão, o caso expõe uma realidade incômoda. O crime organizado não depende apenas de armas e violência.

Ele também busca aparência empresarial, influência pública e caminhos financeiros sofisticados. Portanto, quando a polícia mira possíveis empresas de fachada, o país precisa prestar atenção.

Até uma conclusão definitiva, todos os citados devem responder dentro da lei. Entretanto, a investigação mostra que o combate ao crime organizado exige rastrear o dinheiro, não apenas prender soldados do tráfico.


Continue Reading
Deixar um comentário

© Copyright 2021 - 2024 - Revista Brasil