Brasil
Preço do gás natural dispara: Petrobras aumenta em 19,2% e consumidor pode sentir nova pancada no bolso
O preço do gás natural vendido pela Petrobras às distribuidoras subiu 19,2% a partir de sexta-feira, 1º de maio. A alta atinge o gás canalizado usado por residências, comércio e também o GNV, vendido em postos de combustíveis.
Portanto, o consumidor já deve ligar o alerta. Quando a estatal aumenta o custo para as distribuidoras, a conta pode chegar mais cara para famílias, comerciantes e motoristas.
Além disso, o reajuste acontece em um momento delicado para o brasileiro. A inflação segue pesando no supermercado, no transporte e nas despesas básicas.
Preço do gás natural sobe com reajuste trimestral da Petrobras
A Petrobras afirmou que o reajuste reflete os indicadores de fevereiro a abril. Nesse período, o petróleo Brent subiu cerca de 24,3%, enquanto o câmbio também entrou na conta.
No entanto, outro indicador internacional seguiu direção oposta. O Henry Hub, referência mundial para o gás natural, caiu aproximadamente 14,1% no mesmo intervalo.
Mesmo assim, a estatal aplicou alta de 19,2% no preço do gás natural vendido às distribuidoras. Consequentemente, o impacto pode aparecer em várias pontas da economia.
Alta pressiona residências, comércio e GNV
O aumento atinge quem usa gás canalizado em casa. Além disso, pressiona restaurantes, padarias, pequenos negócios e empresas que dependem desse insumo.
Por outro lado, motoristas que usam GNV também entram na lista dos afetados. O gás natural veicular pode ficar mais caro nos postos, dependendo do repasse.
A Petrobras vende o gás às distribuidoras. Entretanto, o valor final ao consumidor não depende apenas da estatal.
Entram nessa conta tarifas de transporte, margens de distribuição, revenda e impostos federais e estaduais. Portanto, cada Estado e cada distribuidora pode sentir o reajuste de forma diferente.
Preço do gás natural não inclui gás de botijão
O reajuste não vale para o GLP, o chamado gás de botijão. Esse produto segue regras próprias de precificação.
Ainda assim, a notícia preocupa. Afinal, o preço do gás natural influencia custos de produção, transporte e serviços.
Além do mais, a Petrobras também anunciou aumento de 18% no querosene de aviação para maio. Em contraste com o discurso oficial de controle de preços, vários setores começam o mês sob pressão.
QAV também sobe e aumenta pressão sobre custos
O querosene de aviação pesa diretamente no setor aéreo. Portanto, quando esse combustível sobe, empresas aéreas e passageiros ficam atentos.
A alta de 18% no QAV veio junto com o reajuste do gás. Consequentemente, maio começa com mais um sinal de encarecimento na cadeia de energia.
Para o consumidor, a conta pode aparecer de várias formas. Por exemplo, passagens, fretes, serviços e produtos podem sofrer pressão ao longo do tempo.
Abegás alerta para novo reajuste em agosto
A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado, a Abegás, já estimava uma alta próxima de 20%. Agora, a entidade liga o sinal amarelo para agosto.
Segundo a associação, um novo reajuste pode elevar o preço da molécula de gás em até 35%.
No entanto, o alerta não surgiu do nada. O preço do gás natural passa por atualização trimestral nos contratos entre Petrobras e distribuidoras.
Além disso, fontes do mercado ouvidas por O Globo apontaram que as negociações seguiram até a véspera do anúncio. O cenário chamou atenção pela proximidade com a data de início da nova cobrança.
Consumidor paga a conta da energia cara
O brasileiro conhece bem essa história. Primeiro, o reajuste aparece nas empresas; depois, chega aos produtos e serviços.
Por outro lado, o governo costuma dizer que controla a situação. Entretanto, na prática, quem trabalha, produz e consome sente a pressão no bolso.
Em conclusão, o aumento no preço do gás natural mostra mais um problema concreto da economia real. A conta não fica em Brasília. Ela chega à casa, ao comércio e ao posto de combustível.