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Sistema do TSE apresenta inconsistências e aponta mudanças em locais de votação que continuam no mesmo endereço

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O sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou inconsistências na divulgação dos locais de votação para o segundo turno das eleições de 2026. A plataforma chegou a registrar mudanças de endereço em seções eleitorais que, na realidade, continuam funcionando nos mesmos locais.

O problema ganhou destaque neste domingo (18), a apenas uma semana do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Além disso, os números divulgados pela Justiça Eleitoral sofreram alterações significativas ao longo dos últimos dias, levantando dúvidas sobre a quantidade real de seções transferidas.

Segundo reportagem do g1, Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) identificaram divergências nas informações e começaram a divulgar esclarecimentos aos eleitores. O próprio TSE reconheceu a necessidade de apurar o ocorrido e informou que estava atualizando o sistema.

G1

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TSE divulga números diferentes sobre mudanças nos locais de votação

As divergências chamaram a atenção principalmente pela diferença entre os números apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Na sexta-feira (16), o TSE informou que aproximadamente 4,3 mil seções eleitorais teriam mudanças de endereço para o segundo turno. Entretanto, no início da tarde de domingo (18), a plataforma oficial já apresentava um número bem menor: 2.033 seções.

A situação continuou mudando ao longo do dia. Por volta das 19h, o sistema indicava 1.396 seções modificadas, mas, às 20h, esse número havia despencado para apenas 99.

Além disso, a reportagem identificou que algumas inconsistências permaneciam disponíveis na página oficial mesmo após as atualizações.

Os dados levantaram questionamentos sobre a precisão das informações oferecidas aos eleitores. No entanto, as divergências na contagem não demonstram, por si só, qualquer alteração irregular de votos ou resultados eleitorais.

G1

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Pernambuco registra mudanças no sistema do TSE que não ocorreram na prática

Um dos exemplos identificados aconteceu no município de Escada, em Pernambuco.

Segundo a plataforma do TSE, algumas seções eleitorais teriam mudado da Escola Municipal Barão de Suassuna para o Grupo Municipal Barão de Suassuna.

Entretanto, dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam a existência de apenas uma escola com esse nome na localidade.

Ou seja, o sistema registrou uma suposta transferência entre estabelecimentos que, na prática, correspondem ao mesmo local.

O problema não ficou restrito a esse município.

O TSE chegou a indicar mudanças em 24 municípios pernambucanos. Por outro lado, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco esclareceu que apenas seis seções eleitorais efetivamente mudariam de endereço.

Essas alterações reais ocorreriam nos municípios de Floresta e Buíque.

G1

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Alagoas também apresenta divergências nos dados do TSE

Em Alagoas, a situação apresentou características semelhantes.

No município de Delmiro Gouveia, o sistema do TSE registrou uma transferência da Escola Municipal José Correia dos Santos para o Grupo Escolar José Correia dos Santos.

Entretanto, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas informou que nenhuma seção eleitoral do estado mudou de endereço entre o primeiro e o segundo turno.

Portanto, os registros da plataforma nacional não correspondiam às informações confirmadas pela Justiça Eleitoral estadual.

As divergências mostram a importância de conferir os dados antes de divulgar alterações que possam afetar o deslocamento dos eleitores.

Além disso, informações contraditórias podem gerar dúvidas justamente nos dias que antecedem a votação.

G1

Rio de Janeiro também identifica diferença nas informações eleitorais

No Rio de Janeiro, a plataforma do TSE indicava mudanças em dois locais de votação.

Um deles ficava na capital fluminense, enquanto o outro aparecia no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro esclareceu que apenas um local havia mudado efetivamente.

A alteração confirmada ocorreu no bairro de Brás de Pina, na Zona Norte da capital.

Consequentemente, os dados apresentados pelo tribunal regional não coincidiam com os registros disponíveis no sistema nacional.

G1

TSE reconhece divergências e afirma que vai investigar o sistema

Após os questionamentos apresentados pela reportagem do g1, a assessoria do Tribunal Superior Eleitoral informou que investigaria o ocorrido.

O órgão também declarou que o sistema estava passando por atualizações para corrigir as informações.

Segundo o TSE, as decisões sobre mudanças de locais de votação não partem diretamente da administração central do tribunal.

Na prática, cada zona eleitoral avalia as condições dos prédios disponíveis em seu município.

Além disso, problemas estruturais, dificuldades de acessibilidade, falta de energia e danos provocados por fenômenos climáticos podem justificar transferências entre os turnos.

O próprio tribunal esclarece que essas alterações seguem procedimentos administrativos e buscam garantir condições adequadas para a votação.

Entretanto, o problema identificado pela reportagem envolve principalmente a divulgação de mudanças que não aconteceram ou que já haviam ocorrido anteriormente.

G1

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Sistema do TSE também contabilizou alterações antigas como se fossem recentes

A investigação jornalística identificou outra situação que contribuiu para as divergências.

Alguns locais de votação que haviam mudado entre as eleições municipais de 2024 e as eleições gerais de 2026 apareciam no sistema como se tivessem sido transferidos entre os dois turnos deste ano.

Entretanto, os eleitores dessas seções já haviam votado nos novos endereços durante o primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Portanto, não existia uma nova mudança de local para esses cidadãos.

Esse tipo de registro também contribuiu para aumentar artificialmente a quantidade de alterações anunciadas na plataforma.

A inconsistência reforça a necessidade de distinguir mudanças administrativas antigas de transferências realmente previstas para o segundo turno.

G1

Especialistas alertam que divergências do TSE podem gerar desconfiança

A advogada eleitoralista Emma Roberta Bueno, mestre em Direito, explicou que mudanças nos locais de votação são procedimentos comuns entre os turnos.

Segundo a especialista, problemas de infraestrutura e situações emergenciais podem exigir a transferência de seções eleitorais.

Entretanto, ela destacou que a divulgação de números contraditórios prejudica a clareza das informações oferecidas à população.

Para Emma, a Justiça Eleitoral precisa funcionar como uma fonte segura de orientação, especialmente durante o período eleitoral.

A advogada também ressaltou que os eleitores podem confiar no endereço informado pelo aplicativo e-Título.

O problema, portanto, não está necessariamente na localização apresentada individualmente ao eleitor, mas nas divergências das estatísticas divulgadas pelo tribunal.

Além disso, especialistas defendem que a Justiça Eleitoral adote medidas mais eficientes para comunicar mudanças reais.

Entre as sugestões estão o envio de notificações pelos aplicativos oficiais e mensagens diretamente aos eleitores afetados.

Outra possibilidade seria instalar avisos nos prédios utilizados durante o primeiro turno, indicando os novos endereços das seções transferidas.

O especialista Naisser também destacou a importância de informar os cidadãos com antecedência, sem depender exclusivamente da iniciativa individual de consultar o aplicativo.

G1

Eleições 2026: como consultar seu local de votação no segundo turno

Apesar das inconsistências identificadas na divulgação das mudanças, o eleitor pode verificar seu endereço de votação pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral recomenda a consulta antes do deslocamento, mesmo para quem votou normalmente no primeiro turno.

A verificação pode ocorrer por meio do aplicativo e-Título ou pelo serviço de Autoatendimento Eleitoral disponível no portal oficial do TSE.

Para conferir o endereço, o eleitor pode seguir estas orientações:

  1. Acesse o site oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
  2. Procure a opção de Autoatendimento Eleitoral.
  3. Selecione o serviço de consulta ao local de votação.
  4. Informe os dados solicitados pelo sistema.
  5. Confira o endereço e a seção eleitoral antes de sair de casa.

Além disso, o eleitor pode consultar o aplicativo e-Título, que apresenta informações sobre sua situação eleitoral e o local onde deverá votar.

O segundo turno das eleições de 2026 está marcado para domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

A votação definirá a Presidência da República e, nas unidades federativas com segundo turno para governador, também os respectivos governos estaduais.

Tribunal Superior Eleitoral

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Divergências no TSE reforçam importância de informações claras nas eleições

As inconsistências identificadas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral mostram como a precisão das informações é fundamental para o funcionamento do processo eleitoral.

Embora mudanças de locais de votação sejam permitidas e possam ocorrer por motivos legítimos, os eleitores precisam receber orientações corretas e atualizadas.

Além disso, a proximidade do segundo turno torna ainda mais importante a divulgação rápida das alterações confirmadas.

O reconhecimento das divergências e a correção dos registros são medidas necessárias para evitar deslocamentos desnecessários e reduzir a circulação de informações equivocadas.

Por fim, a recomendação é simples: antes de sair para votar em 25 de outubro, confira seu local de votação pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

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