Política
“Lula não tem mais força”, diz Tarcísio após derrota histórica de Jorge Messias no Senado
“Lula não tem mais força”. A frase partiu do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nesta quinta-feira, 30 de abril, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Tarcísio afirmou que a derrota de Messias mostrou a fragilidade do governo Lula. Além disso, o governador disse que o presidente perdeu capacidade de articulação no Congresso.
O Senado rejeitou Messias por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Portanto, o advogado-geral da União ficou abaixo dos 41 votos necessários para assumir uma cadeira no STF.
“Lula não tem mais força”, afirma Tarcísio sobre derrota no STF
Tarcísio deu a declaração durante agenda em Santos, no litoral paulista. No entanto, a fala rapidamente ganhou peso nacional porque mirou o principal ponto fraco do governo: a relação com o Congresso.
Segundo o governador, a derrota não representou apenas a reprovação de um nome. Para ele, o Senado reprovou o próprio governo Lula.
Tarcísio disse que o episódio “escancara a fragilidade” do Planalto. Além disso, afirmou que o governo não conseguiu articular a aprovação de um ministro para o Supremo, algo que não acontecia há 132 anos.
Senado impõe derrota histórica a Lula com rejeição de Messias
O placar surpreendeu aliados do governo. Minutos antes da votação, petistas ainda demonstravam confiança e falavam em até 48 votos favoráveis, segundo a reportagem reproduzida pela Tribuna do Norte.
Na prática, o resultado mostrou outro cenário. O Senado deu 42 votos contra Messias, 34 a favor e deixou o governo longe da maioria absoluta necessária.
A indicação de Jorge Messias ao STF dependia de pelo menos 41 votos dos 81 senadores. Entretanto, Lula não conseguiu entregar esse número, mesmo depois de apostar em um nome de confiança.
Tarcísio diz que Congresso sentiu “para onde o vento está soprando”
Tarcísio também avaliou que o Congresso funciona como um “termômetro político”. Portanto, para ele, a votação mostrou que o ambiente em Brasília mudou.
O governador afirmou que, quando um presidente não consegue indicar um ministro do Supremo, fica clara a perda de força política. Em seguida, classificou o projeto do governo como “superado”.
Por outro lado, a fala também serviu como recado eleitoral. Tarcísio afirmou que o país precisa de um projeto estruturante e disse que o atual governo não teria mais condição de oferecer reformas e soluções.
Rejeição de Messias fortalece crise entre Planalto e Congresso
A derrota de Messias abriu uma crise política de grandes proporções. Afinal, o presidente da República costuma ter vantagem nesse tipo de votação, já que indica o nome e mobiliza sua base no Senado.
Dessa vez, porém, a conta não fechou. Além do mais, a rejeição ocorreu em um ano eleitoral, o que aumentou o peso político do resultado.
O Senado não rejeitava um indicado ao Supremo desde 1894, no governo Floriano Peixoto. Consequentemente, o revés entrou para a história como uma das maiores derrotas políticas de Lula em seu terceiro mandato.
Tarcísio vê pouco espaço para Lula indicar outro nome
Tarcísio também afirmou que não acredita em uma nova indicação de Lula para a vaga no Supremo. Segundo ele, a escolha do próximo ministro deve ficar para o novo presidente da República.
O governador citou ainda manifestações do presidente do Senado nesse sentido. No entanto, Lula segue interessado em apresentar outro nome para a cadeira vaga, segundo a reportagem da Agência O Globo publicada pelo InfoMoney.
Essa disputa deve aumentar a tensão entre Planalto e Senado. Além disso, a oposição tende a explorar a rejeição como símbolo de enfraquecimento político do governo.
Derrota expõe isolamento político do governo Lula
A fala de Tarcísio encontrou força porque o placar mostrou uma derrota objetiva. O governo não perdeu por detalhe; perdeu com margem suficiente para expor falhas de articulação.
Jorge Messias ocupava a Advocacia-Geral da União e tinha ligação direta com Lula. Por isso, a rejeição atingiu também a autoridade política do presidente.
Em conclusão, a frase “Lula não tem mais força” resume o tom adotado por Tarcísio depois da votação. O Senado barrou Messias, desorganizou os planos do Planalto e transformou uma indicação ao STF em sinal claro de crise política.