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Carlos Bolsonaro ao Senado por SC: Flávio lança chapa pura do PL e tenta pacificar racha na direita
A pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por SC foi oficialmente lançada neste sábado, 9 de maio, durante evento político em Santa Catarina. O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, participou do ato e confirmou a estratégia do grupo para disputar as duas vagas abertas ao Senado no Estado.
A chapa será “puro sangue” do PL, com Carlos Bolsonaro e a deputada federal Carol de Toni. Além disso, o movimento encerra uma disputa interna que vinha causando desentendimentos entre políticos da direita catarinense.
Portanto, o bolsonarismo decidiu apostar alto em Santa Catarina. O recado é claro: o PL quer ampliar sua força no Senado e transformar um dos Estados mais conservadores do país em vitrine eleitoral para 2026.
Carlos Bolsonaro ao Senado por SC muda o tabuleiro da direita
A entrada de Carlos Bolsonaro ao Senado por SC mudou o jogo político no Estado. Antes da transferência de domicílio eleitoral do ex-vereador do Rio, os nomes do grupo eram Carol de Toni e Esperidião Amin, do PP-SC, que tentará a reeleição.
No entanto, com a chegada de Carlos, Amin se afastou do governador Jorginho Mello, do PL. Em seguida, alinhou-se a João Rodrigues, do PSD, prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo estadual.
Além disso, Amin já sinalizou confiança no segundo turno da eleição estadual. Ele afirmou que ainda não viu ninguém dizer que João Rodrigues, chegando ao segundo turno, não venceria a disputa.
Carlos e Carol de Toni trocam elogios no evento
No ato político com Flávio, Carlos Bolsonaro e Carol de Toni demonstraram sintonia. Os dois trocaram elogios e indicaram que pretendem trabalhar juntos para conquistar as duas cadeiras ao Senado por Santa Catarina.
Carlos agradeceu a consideração e a simpatia da deputada. Além disso, afirmou que ela é fundamental para que o projeto aconteça no Estado.
Por outro lado, Carol de Toni respondeu em tom de parceria. Ela disse que, se Deus quiser, os dois estarão juntos no desafio de fazer o que precisa ser feito no Senado.
Carlos Bolsonaro ao Senado por SC faz parte de estratégia nacional
A candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por SC não nasceu por acaso. Segundo a reportagem, a mudança de domicílio eleitoral faz parte de uma estratégia da família Bolsonaro para tentar facilitar a eleição de Carlos.
O objetivo seria ampliar o número de cadeiras controladas pela direita no Senado. Afinal, no Rio de Janeiro, a disputa aparece mais acirrada, e o grupo bolsonarista já tem o ex-governador Cláudio Castro, do PL, como nome competitivo.
Em contraste, Santa Catarina oferece terreno mais favorável ao campo conservador. E, convenhamos, política também é matemática: onde há mais chance de vitória, o partido costuma concentrar munição.
Flávio critica Lula e fala em Bolsonaro na rampa
Durante o evento, Flávio Bolsonaro fez críticas ao governo Lula. O senador afirmou que o PT ficará na “insignificância” a partir do ano que vem.
Além disso, Flávio citou Jair Bolsonaro. Ele disse que a “missão” do ex-presidente ainda não acabou e afirmou que Bolsonaro “subirá a rampa do Planalto” em 2027.
No entanto, a fala também reforça uma estratégia clara. Flávio tenta manter o pai no centro simbólico do projeto político, mesmo enquanto articula a própria pré-candidatura presidencial.
Chapa pura tenta virar página do racha
A chapa com Carlos Bolsonaro e Carol de Toni busca virar a página do racha interno. No papel, a composição fortalece o PL e evita divisão formal entre nomes bolsonaristas.
Entretanto, a saída de Esperidião Amin do eixo de Jorginho Mello mostra que o rearranjo deixou feridas. Consequentemente, a direita catarinense terá que administrar palanques, alianças e vaidades.
Ainda assim, o evento mostrou uma tentativa clara de unidade. Flávio, Carlos e Carol apareceram juntos para apresentar a chapa como projeto coletivo, não como imposição familiar.
Flávio fala em governo de até oito anos
A reportagem também destacou uma fala de Flávio Bolsonaro sobre o futuro de eventual governo. Em discurso a apoiadores, ele sugeriu que poderia tentar dois mandatos, ao dizer que poderia deixar o país melhor “daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos”.
Essa fala contrasta com declarações anteriores do próprio senador. Em março, Flávio protocolou uma PEC para proibir a reeleição presidencial, com aplicação ao vencedor de 2026.
Portanto, o tema pode gerar cobrança política. Para adversários, vira contradição. Para aliados, pode ser apenas uma forma ampla de falar sobre legado.
Senado virou peça central para o bolsonarismo
A disputa de Carlos Bolsonaro ao Senado por SC mostra que o bolsonarismo enxerga o Senado como peça estratégica para 2026. O motivo é simples: sem força na Casa, qualquer presidente fica refém de acordos, bloqueios e chantagens políticas.
Além do mais, o Senado tem papel decisivo em indicações ao Supremo, fiscalização de autoridades e processos de impeachment. Não é pouca coisa.
Em conclusão, Flávio lançou Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, confirmou chapa pura com Carol de Toni e tentou passar uma imagem de unidade. A direita catarinense, porém, ainda terá que provar que o racha ficou mesmo para trás. Porque, em eleição, sorriso no palco ajuda — mas voto organizado e aliança bem costurada vencem a guerra.